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Guiné-Bissau: apelo ao voto marca dia de eleição


Guineenses escolhem Presidente da Repúblicaem segunda volta

O Presidente da República cessante, José Mário Vaz, apelou ao voto dos cerca de 760 mil eleitores inscritos quando se dirigiu à mesa de voto no clube da União Desportivo Internacional de Bissau (UDIB), em Bissau.

“Eu faço um grande apelo a todos os guineenses que façam o mesmo, portanto não devem ficar em casa. Devem mostrar que realmente são guineenses. É o momento da verdadeira demostração da cidadania. Todos devem neste momento dirigir-se às assembleias de voto para exercer os seus direitos”, apelou Vaz, acrescentando esperar que ganhe melhor e que não haja problemas “pois o povo é quem decide”.

Por seu vez, o primeiro-ministro, Aristides Gomes, também apelou ao voto porque, segundo ele, a abstenção “representa um prejuízo enorme para o processo de estabilização e desenvolvimento da Guiné-Bissau”.

“Isto é uma responsabilidade para nós. A importância do voto é que serve para estabilizarmos o nosso país e ocuparmos do desenvolvimento, que é o objetivo fundamental”, afirmou o Chefe do Governo aos jornalistas.

Gomes lembrou que o processo eleitoral em curso demostrou que o país tem um dos melhores sistemas eleitorais na sub-região.

As opiniões sobre a afluência às urnas, no entanto, se divergem.

Afluência à urnas

Leandro Pinto, director executivo da Cooperativa dos Jovens Quadros (COAJOQ), em Cachunga, a afluência “parece ser superior à da primeira volta.

Entretanto, o coordenador da célula da sociedade civil guineense para a monitorização do processo eleitoral, Rui Semedo, admitiu no final da manhã que a afluência às urnas "está a ser fraca".

As pessoas estão a ir a conta-gotas às assembleias do voto e isso preocupa-nos bastante", sublinhou Semedo.

O chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Sumeylu Bubeye Maiga, revelou à imprensa que “antes das 11 horas já tínhamos perto de 50% de votantes, isto quer dizer que a sensibilização, mobilização das pessoas é forte”.

O antigo primeiro-ministro do Mali, Sumeylu Bubeye Maiga, confirmou que o processo decorria na normalidade.

Validação positiva

Quem corrobora as palavras de Maiga, é o chefe da missão de observadores da União Africana, Rafael Branco, cuja equipa presenciou a abertura de várias assembleias de voto e considera que a eleição decorre normalmente.

“Tudo está a correr tranquilamente, os cidadãos a exercerem os seus direitos de voto. Havia delegados dos dois candidatos presentes, portanto estamos habitados a esse comportando cívico exemplar do povo guineense”, destacou o antigo primeiro-ministro são-tomense, que também admitiu uma maior adesão dos eleitores em relação à primeira volta de 24 de Novembro.

“Em relação à primeira volta, a mesma hora, eu noto um aumento de participação dos eleitores. Não será muito significativo, mas há que registar um aumento da participação. Espero que isso continue assim”, concluiu Rafael Branco.

Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, e Umaro Sissoco Embaló, com apoio do MADEM-G15, são os candidatos.

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