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Guiné-Bissau: analistas questionam CEDEAO e pedem sanções


Palácio do Governo

Ansumane Só

As posições do Governo de Nuno Gomes Nabian e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) continuam a polarizar as opiniões na Guiné-Bissau.

O representante da organização regional em Bissau, Blaise Diplo-Djomand, anunciou no domingo, 8, que a missão foi suspensa, depois de uma carta do ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Mamadú Serifo Jaguité, ter avisado que os peritos da CEDEAO não seriam bem-vindos e que o Executivo não permitiria a presença da delegação.

Guiné-Bissau: analistas questionam CEDEAO e pedem sanções
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Depois da CEDEAO ter pedido um encontro com Aristies Gomes, a quem se dirigiu como primeiro-ministro, Jaguité escreveu que o Governo considera essas “ingerências” “gravíssimas” e atentatórias à soberania do país.

Para o comentador político Anselmo Mendes, “o que se assiste é parte de um jogo de interesses de deferentes países e representantes de organismos internacionais em relação à crise política na Guiné-Bissau”.

Para Mendes, “o país está ameaçado e a CEDEAO não tem facilitado a mediação da atual crise política”.

Entretanto, o líder da FREPASNA (Frente Patriótica de Salvação Nacional), Baciro Djá, ameaçou ontem assaltar o Palácio da República, se até ao próximo dia 27 o autoproclamado Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, não se retirar da Presidência.

Baciro Dja, antigo primeiro-ministro e candidato derrotado na primeira volta das Presidenciais, acusou Embaló de ter assumido a Presidência da República por via da força, contra todas as regras democráticas legalmente instituídas.

Por seu turno, o analista político Rui Landim disse esperar que a comunidade internacional aplique sanções as individualidades que impediram a vinda da missão da CEDEAO para a mediar da atual crise política:

"É uma situação bastante complicada e irá ter consequências para aqueles que optaram por via da forca, e espero que a comunidade internacional aplique sanções aos perturbadores", defendeu Landim.

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