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Gritos de fome no interior do Namibe onde pessoas estão a comer ervas


Foto de arquivo

Empreendedores querem ajudar mas necessitam do apoio logístico do Governo

Cidadãos do município do Virei provenientes das zonas do interior da província angolana do Namibe denunciam fome e dizem que as pessoas estão a recorrer à erva daninha denominada “mulopa” para sobreviverem.

Fome no Virei onde população come ervas – 2:09
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“No Município do Virei há muita fome, Virei Ngolova Catenyteny, Hapahapa, Oshifengo, o povo passa mal, está a comer um capim que se chama Mulopa”, disse à VOA um cidadão de nome Adão, que pede ajuda a quem de direito.

“Eu vim na sede do Municipio do Virei à procura de alguma coisa para comer, há muita fome e o povo está a comer capim. Quem não tem cabrito, os cabritos todos morreram, é sofrimento”, lamentou Muancatula, outro cidadão da região.

Apesar de não haver resposta à situação, de acordo com vários entrevistados, a VOA sabe que os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros e o Governo provincial do Namibe conhecem a realidade.

Celeste de Melo, empreendedora, disse à VOA estar disponível para ajudar em alimentação a custo zero desde que o Governo lhe conceda um espaço para implementar cozinhas comunitárias.

“Se o Governo tiver já construído cozinhas comunitárias nestas localidades e poder passar estas cozinhas comunitárias para as minhas mãos e permitir-me fazer o meu trabalho durante seis meses, agradeceria”, garantiu Melo quem sublinha ter tudo para implementar as cozinhas comunitárias.

“Estou aqui, vou fazer a minha parte enquanto estiver na terra, também não sairei da terra sem cumprir aquilo que Deus me mandou fazer. Acredito muito nesta nova governação do Namibe, dinâmica e calorosa”, sublinhou Celeste de Melo.

Quem também mostrou-se solidário com o sofrimento dessas comunidades é o também empreendedor Barnabé Tulumba, quem quer ajudar as crianças nas escolas.

“Se o Governo construiu lá escolas então nós vamos ter que meter lá batas para os petizes. No nosso projecto sobre o Municipio do Virei privilegiamos a cor azul tendo em conta a situação geográfica e a difícil situação daquelas comunidades em sabão”, disse Bernabé Tulumba.

Desconhece-se, por agora, a resposta do Governo provincial.

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