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Greve no Ensino Superior angolano pode ser suspensa temporariamente


Biblioteca da Universidade Agostinho Neto, Luanda (Angola)

Os professores do ensino superior reúnem-se em Assembleia Geral na sexta-feira, 1, para decidir suspender temporariamente a greve que dura há vários meses, disse o secretário geral do Sindicato do Professores do Ensino Superior (SINPES).

Professores universitário poderão suspender temporáriamente a sua greve – 2:32
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Peres Alberto acrescentou que o sindicato está a tomar em conta o crescente clamor dos estudantes que receiam que o ano lectivo seja totalmente perdido pelo greve que não tem solução à vista.

“Estamos a requerer à mesa da assembleia geral a interpolação da greve para 30 dias, atentendo ao clamor dos estudantes", confirmou o sindicalista.

A greve dura há três meses mas os termos de negociações já vêm de há quase dois anos.

Os professores apresentaram no caderno reivindicativo um salário máximo equivalente a cinco mil dólares, mas recentemente o Presidente da República propôs um aumento de seis por cento, ou seja, um professor catedrático que aufere 400 mil kwanzas, quase mil dólares, passe para 600 mil, o que foi rejeitado pelos professores.

"O sindicato não concorda com a proposta do senhor Presidente porque a qualidade no ensino superior não cai do céu, necessita ou requer investimentos", disse Alberto

O ano lectivo termina em Setembro e com os professores parados há três meses, corre-se o risco do ano ficar anulado.

O professor Carlinhos Zassala disse que o Governo não se mostra preocupado em resolver a crise porque o Estado controla apenas 30 por cento do sector do ensino superior e 70 por cento está nas mãos dos privados.

“Quem impede os bons salários nas instituições publicas do ensino superior são os mesmos que detêm as universidades privadas, governantes, empresários que são os nossos dirigentes”, acusou.

“Se eles melhoram os salários dos professores, estes não teriam mais a preocupação de fazer garimpo (dar aulas em várias universidades ao mesmo tempo) e não fazendo isso, as universidades privadas ficariam com carência de professores, logo as suas empresas seus negócios não funcionam", acrescentou Zassala.

O mesmo argumento têm os estudantes como, disse Francisco Teixeira presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos..

"Acontece que os mesmos ´abutres´ que estão no público é que açambarcaram o ensino e transformaram-no em comércio", afirmou Teixeira, quem considerou que "este ano lectivo está em risco de ser anulado mas nós temos fé e esperança que não venha a acontecer".

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