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Greve de condutores deixa Guiné-Bissau paralisada


Bissau sem transportes colectivos

Dez condutores foram detidos, enquanto quatro dirigentes sindicatos são acusados de receberem carros do PR

A Policia de Ordem Pública da Guiné-Bissau deteve na manhã desta quarta-feira, 19, cerca de uma dezena de membros da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores, na sequência da greve desencadeada por aquela organização sindical que paralisou por completo os serviços de transporte público no país.

Em causa está, entre outras medidas, a suposta cobranças ilícitas pela polícia de trânsito nas estradas, através do aumento de operações stop.

Por: Adão Ramalho

As detenções, segundo o Comissário Nacional adjunto de Operação e Segurança da POP, "Salvador Soares , deveu-se à desordem protagonizada pelos participantes, obrigando alguns condutores a aderirem à paralisação.

A greve geral de três dias, atingiu cerca de 100 por cento, segundo a organização.

Condutores acusam

Os condutores acusam o Governo de não cumprir os acordos assinados em Outubro.

As consequências directas da greve foram testemunhadas pelos servidores público-privado.

"Esta greve vai prejudicar de que maneira, as consequências serão sobretudo aos que recorrem hospitais, e nas instituições não se encontra quase ninguém, " lastimou um cidadão à VOA.

A federação que agrupa associações de motoristas de táxis e transportes interurbanos, defendeu, na última noite, que o Governo "não tem vontade e não cumpriu" nenhum dos 13 pontos acordados, depois do prazo de 60 dias.

Nas celas da prisão da segunda esquadra em Bissau estão cerca de 10 elementos presos nas artérias da cidade.

Polícia justifica prisões, advogado espera libertação

"A nossa missão é a manutenção da ordem, as pessoas estão na rua imporem outros que não querem aderir à greve, se assim for é uma desordem, justificou, Comissário Nacional adjunto de Operação e Segurança da POP", Salvador Soares.

Idrissa Sal, advogado de suspeitos, espera que eles sejam libertos próximas horas.

"Fizemos diligências desde manhã, junto ao Ministério do Interior, tudo mostra que vão ser libertados hoje", afiançou.

Esta é a segunda vaga da greve ocorrida no decurso deste ano.

Líderes sindicais detidos

Entretanto, refira-se que a Brigada de Anticorrupção da Polícia Judiciária guineense deteve ontem, quatro líderes sindicais, suspeitos de aliciamento por terem recebido viaturas”, alegadamente fornecidas pelo Presidente da República, José Mário Vaz.

Os sindicalistas detidos pertencem ao Sindicato Democrático dos Professores, ao Sindicato Nacional dos Professores e ao Sindicato dos Técnicos de Saúde.

Fontes da Polícia Judiciária em Bissau confirmaram que os sujeitos aguardam para primeiro interrogatório esta quarta-feira ao tribunal.

Os dirigentes foram acusados de prática de aliciamento através de uma declaração da concessão de viaturas pagas pelo Chefe de Estado.

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