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Governo, sindicato e associação de estudantes com posições contrárias sobre regresso às aulas


Alunos em Angola (Foto de Arquivo)

O secretário de Estado para Ensino Secundário de Angola, Gildo Matias, descartou a possibilidade do ano letivo 2020 ser anulado por estarem criadas as condições de biossegurança em mais de 80 por cento das escolas para o reinício das aulas.

Mas o Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) e o Movimento do Estudante Angolanos (MEA) são claros em dizer que a grande maioria dos estabelecimentos de Ensino não têm água, nem as mínimas condições para evitar a propagação da Covid-19.

Angola: Continua debate sobre reabertura das escolas - 2:06
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Gildo Matias não avançou datas mas foi peremptório em dizer que as aulas vão começar.

Em reação, Francisco Teixeira, presidente do MEA, afirma que, das constatações feitas as escolas em Luanda e no resto do país, carecem de água portável, higienização das casas-de-banho e, com a sobrelotação com mais de 70 alunos por sala, “não há condições, salvo erro nas escolas orçamentadas”.

A mesma opinião tem Guilherme Silva, presidente do Sinprof, quem reiterou, no entanto, que os docentes estão prontos para regressar desde que as condições estejam criadas.

Mas lembra que “essas condições não existem, dizem que há dinheiro para escolas, mas não sei onde é que se colocam esse dinheiro”.

O sindicalista apela a também a um maior cuidado no reinicio das aulas para “não se colocar milhares de crianças em risco de contaminação da Covid-19”.

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