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Governo refuta críticas de intimidação depois de acusações da Liga Guineense dos Direitos Humanos


Palácio do Governo da Guiné-Bissau

O Governo da Guiné-Bissau liderado por Nuno Nabian refutou críticas de que esteja a perseguir e pressionar membros do Executivo de Aristides Gomes, demitido pelo autoproclamado Presidente Úmaro Sissoco Embaló, e garante que ninguém foi detido nem perseguido.

Este posicionamento surge na sequência de várias denúncias por parte de membros do antigo Executivo de Aristides Gomes e da Liga Guineense dos Direitos Humanos ter denunciado "atos de perseguição, ameaça e intimadação".

“Estas informações são desenquadradas e desajustadas à realidade dos fatos, visam tão-somente lançar uma imagem de confusão, de caos e de autoritarismo no país com a finalidade de vitimização pessoal”, diz um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 12, e assinado pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Mamadu Serifo Jaquité, quem sublinhaque “visam tão-somente lançar uma imagem de confusão, de caos e de autoritarismo no país com a finalidade de vitimização pessoal.

Jaquité reitera que ninguém foi "perseguido, amedrontado ou detido" pelas forças de defesa e segurança e acrescenta que as "movimentações policiais" ocorridas nos últimos dias "enquadram-se na nova estratégia de criar condições profícuas de segurança no país a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, que culminou com o acantonamento das forças da Ecomib".

Liga denuncia e pede intervenção da CEDEAO

A reação surge depois de denúncias de Aristides Gomes de que a sua casa foi invadida e cercada várias vezes por forças de segurança, bem como de outros antigos governantes, como a ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral, Odete Semedo.

Na quarta-feira, 11, a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) disse que “o clima de insegurança agravou-se nas últimas 72 horas com a substituição compulsiva das forças da Ecomib (da CEDEAO) afetas aos membros do Governo deposto e a cessação inesperada da proteção que prestavam aos juízes conselheiros”.

Este cenário, “preocupante por representar, pelos riscos a ele associados, a instauração gradual de um ambiente político e social prejudicial à conclusão do processo eleitoral em curso”, diz a LGDH que defende “a necessidade de uma mediação internacional urgente para conter, o quanto antes, os efeitos imprevisíveis do atual crlima de crispação política”.

Neste capítulo, aquela organização condena “atos de perseguição, ameaça e intimidação em curso visando silenciar ou aniquilar o opositor político” e pede à CEDEAO para “assumir a sua responabilidade através da mediação construtiva” para o “retorno à normalidade constitucional”.

A Guiné-Bissau vive um momento de crispação política desde a segunda volta da eleição presidencial de 29 de Dezembro.

Após a Comissão Nacional de Eleições declarar Úmaro Sissoco Embaló vencedor da eleição, o candidato derrotado Domingos Simões Pereira recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça que remeteu o processo ao órgão em três ocasiõe.

O órão reiterou a vitória de Embaló.

Após mais um recurso de Simões Pereira, agora para anular as eleições, o então vice-presidente da Assembleia Nacional Popular, Nuno Gomes Nabian, convocou uma sessão especial num hotel de Bissau, a 27 de Fevereiro, na qual deu posse a Úmaro Sissoco Embaló.

O PAIGC disse que o ato foi ilegal, mas em entrevista à VOA na quarta-feira, 11, o deputado do MADEM-G15 e advogado de Embaló, Nélson Moreira, garante que que 52 dos 102 deputados estiveram presentes no ato.

O Governo de Aristides Gomes foi demitido no dia 28, tendo sido nomeado Nuno Gomes Nabian para o cargo de primeiro-ministro.

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