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Governo guineense promete cumprir Acordo de Conacri

  • Redacção VOA

Umaro Sissoco Embaló, primeiro-ministro

CEDEAO ameaça com sanções caso políticos guineenses não cumprirem o acordo

O Governo da Guiné-Bissau destacou os esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a estabilização do país e manifestou a sua determinação em cumprir o Acordo de Conacri.

"O Conselho de Ministros manifestou a sua congratulação com os incessantes esforços da CEDEAO para a estabilização do nosso país e reiterou a sua firme determinação em empreender os esforços necessários com vista ao cumprimento do Acordo de Conacri, a partir de um diálogo sério e franco com todas forças vivas da Nação em geral e com os signatários do aludido acordo, em especial", diz um comunicado do Executivo guineense divulgado nesta sexta-feira, 28.

A posição do Governo acontece três dias depois de a missão de CEDEAO que visitou o país ter recomendado sanções aos líderes políticos guineenses se não cumprirem o Acordo de Conacri.

Posição da CEDEAO

Em comunicado lido na terça-feira 25, em Bissau por Nabi Bangoura, ministro de Estado e secretário-geral da presidência da Guiné-Conacri, a missão liderada pela ministra dos Negócios Estrangeiros da Libéria Marjon Kamará, revelou, que vai recomendar aos chefes de Estado e de Governo que a organização sub-regional aplique "sanções adequadas" a todos os que colocarem entraves à "implementação harmoniosa" do referido acordo.

Bangoura adiantou ainda que a organização deu um prazo de 30 dias, a partir de agora, para os dirigentes aplicarem o Acordo de Conacri, assinado por todas as partes em Outubro do ano passado.

A constituição de um Governo de unidade nacional é o principal ponto de divergências entre os actores políticos.

Quatro dos cinco partidos com assento parlamentar refutam o Governo de Umaro Sissoco Embaló, nomeado pelo Presidente José Mário Vaz.

A missão também pediu às autoridades que cessem todo o tipo de agressões contra os cidadãos que se manifestarem de forma pacífica, que suspendam as declarações incendiárias e não incitem à clivagem identitária entre os cidadãos.

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