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Governo e sindicato mantêm braço-de-ferro no ensino superior em Angola


Universidade Agostinho Neto

A abertura oficial do ano académico em Angola começou na segunda-feira, 25, mas continua o braço-de-ferro entre o Governo e os sindicatos.

O Executivo garante que estão criadas as condições para o início das aulas, mas o Sindicato dos Professores do Ensino Superior (Sinpes) contradiz e avisa que se os casos pendentes não forem resolvidos até Maio poderá avançar para greve.

O secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio da Silva, disse em nome do Executivo estar tudo preparado para o arranque do ano academico, mas Carlinhos Zassala enumera algumas exigências do caderno reivindicativo dos docentes que podem provocar uma paralisação no Ensino Superior bem

“O problema do pagamento da dívida pública que eles próprios provocaram, o problema da reforma compulsiva de docentes com mais de 60 anos de idade, um caso isolado no mundo, em que professores universitários são obrigados a se reformar depois dos 60 anos, a renovação por eleições dos mandatos dos decanos e reitores que tem poderes absolutos porque não existem órgãos democráticos, problemas relacionados com a formação permanente dos docentes, problema da investigação científica”, são algumas das questões pendentes, de acordo com Zassala.

Frente a este cenário, o porta-voz do Sinpes, Manuel Domingos, diz mesmo que a paralisação é inevitável.

"O sindicato deu um outro prazo ao Ministério do Ensino Superior e caso algumas destas reivindicações não forem atendidas, até 12 de Maio vamos mesmo entrar em greve”, assegurou Domingos.

Por outro lado, o governante admitiu a possibilidade de rever o estatuto da careira docente, o que, lembra Manuel Domingos, não pode ser feito sem a participação do sindicato.

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