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Governo da Huíla cria comissão de inquérito a obras do PIIM


Lubango, capital da Huíla

Governador disse ter ficado desiludido com falta de execução do Plano Integrado de Intervenção Municipal

O Governo da província angolana da Huíla vai criar uma comissão de inquérito para apurar a qualidade e os atrasos que se assistem no andamento das obras inseridas no Plano Integrado de Intervenção Municipal, (PIIM), nas circunscrições de Caconda e Caluquembe.

O governador da Huíla, Luis Nunes, visitou as obras do programa nos dois municípios e disse ter saído desiludido com o que viu.

A comissão de inquérito liderada pelo vice-governador para a Área Técnica e Infraestruturas, Nuno Mahapi, começa a fazer o levantamento a partir desta segunda-feira, 25, com vista a corrigir a situação, mas, apesar dos constrangimentos, o governador acredita na conclusão de todas as obras da província enquadradas no PIIM até meados de 2021.

“São obras municipais o papel deles é estar em cima disto porque eles é que lançaram os concursos eles é que adjudicaram as obras…nós neste momento o Governo num caso e outro é que está a tentar ajudar para a solução dos problemas que estão a surgir nesta zona Caconda e Caluquembe. Estamos convencidos que entre junho e julho iremos pôr à disposição das nossas populações essas obras todas que a maior parte são sociais cerca de 90 por cento”, disse Luis Nunes.

Em Caluquembe estão em execução nove projetos do PIIM em que se destacam a construção do hospital municipal, escolas e a reabilitação de vias de acesso.

A administradora municipal, Mariana Soma, admite que é preciso melhorar o desempenho.

“Podemos assumir que se calhar pode ter havido alguma fraqueza por parte das empresas fiscalizadoras e da própria administração em seguir as obras e isso fez com que o desempenho fosse negativo em algumas obras, mas temos obras em que o desempenho foi bom”, afirmou Soma.

Para o economista Altino Silvano a má-fé de alguns empresários assumindo-se como sendo do ramo da construção civil, tem sido prejudicial ao sector.

“Porque deixa-se de parte aqueles que de facto têm vocação para esse fim e convoca-se aqueles que são empresários tal como tem-se dito das ordens de saque porque querem algum dinheiro para manifestar os seus interesses e tudo mais”, explicou Silvano.

Na Huíla, o PIIM contempla 184 projetos avaliados em 38 mil milhões de kwanzas com 13 mil milhões dos quais já executados.

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