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Governo angolano vai ouvir organizações e sindicatos sobre reabertura das escolas


Alunos da Escola Palanca Negra em Malanje

O Governo angolano convocou para a sexta-feira, 28, uma reunião com organizações sociais e sindicais para refletirem, em conjunto, a existência ou não das condições para o reinício das aulas suspensas por causa da pandemia da Covid-19.

O encontro foi marcado numa altura em vários pais e encarregados de educação continuam a defender que uma eventual retoma das aulas, no ensino de base, pode por em perigo a saúde das crianças e dos próprios pais e educadores por não haver condições de biossegurança na maioria das escolas do país.

Governo angolano convoca encontro para discutir reabertura escolar - 3:42
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Guilherme Silva, líder do Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), juntou a sua voz à dos encarregados de educação afirmando rejeitar as declarações do secretário da Educação, Gildo Matias, segundo as quais 80 por cento das escolas do ensino secundário possuem condições para o arranque das aulas.

Tal como Guilherme Silva, o responsável da Associação dos Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, considera que o Governo “não pode dirigir o setor com medidas paliativas”.

Francisco também defende que as escolas do ensino primário deviam ter orçamento próprio.

Entretanto, o presidente da Comissão de Pais e Encarregados de Educação, Manuel Diogo mostra-se preocupado com uma possível descoordenação do calendário escolar definido pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Manuel Diogo defende que são os gestores escolares que devem garantir que os alunos já podem regressar às aulas sem correr o perigo de contágio da Covid-19.

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