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Governo angolano garante não haver perseguições a brasileiros da IURD, mas há indícios de crimes


Templo da Igreja Universal em Benguela

O Executivo angolano nega existir perseguição aos pastores e bispos brasileiros pertencentes a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola.

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira revela haver indícios de crimes e por isso o assunto está a ser acompanhado pelas autoridades.

Cerca de 300 bispos e pastores angolanos que se demarcaram da ala brasileira, fiel ao fundador da IURD, Edir Macedo, ocuparam nas últimas semanas alguns templos em Luanda, Benguela, Huambo, Malanje, Namibe, Kwanza Sul e na Lunda Norte.

O assunto tem sido seguido por governantes dos dos países.

Ao intervir na Assembleia Nacional na sexta-feira, 17, Carolina Cerqueira, ministra de Estado para a Área Social, reiterou não haver perseguição e disse que será apresentado brevemente no Parlamento um relatório sobre o conflito.

“Não há qualquer ato de perseguição contra os pastores e bispos angolanos e aqueles angolanos que cometerem alguma responsabilidade vão ser responsabilizados”, disse.

Cerqueira acrescentou, no entanto, que “há casos de justiça, há casos com indícios de crimes e devem ser tratados em fórum próprio e pelas entidades competentes”, e reiterou que o Governo está a acompanhar a situação.

Na semana passada, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, enviou uma carta ao seu homólogo angolano, João Lourenço, em que pede que seja aumentada a proteção dos membros da IURD em Angola, “a fim de garantir a sua integridade física e material, e a restituição de propriedades e moradias”.

Desconhece-se, por agora, qualquer resposta de Lourenço.

Em 2016, 300 pastores angolanos decidiram romper com a direção da IURD por supostos crimes de racismo, discriminação social, abuso de autoridade, faltas de respeito, humilhações públicas contra pastores angolanos, evasão de divisas e expatriamento ilícito de capitais.

Em resposta, Edir Macedo apelou à harmonia e união em torno da igreja e sublinhou que a "rebelião" será vencida e que “os seus autores responderão perante a justiça de Deus”.

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