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Governo angolano e supermercados Candando chegam a acordo para manter portas abertas


Supermercado Candando, propriedade de Isabel dos Santos, Morro Bento, Luanda

O diretor executivo dos supermercados Candando e o Ministério da Industria e Comércio de Angola garantem que nenhuma das oito lojas da rede será encerrada e que nenhum trabalhador será despedido.

A ameaça de encerramento pairava sobre a empresa e os trabalhadores depois de os ativos da empresária Isabel dos Santos, proprietária da rede, terem sido arrestados em dezembro pela justiça angolana.

Na semana passada, numa curta mensagem a pedido da VOA, Santos tinha remetido a responsabilidade de um eventual encerramento ao arresto dos bens.

Entretanto, em comunicado, o Ministério da Indústria e Comércio revelou que numa reunião realizada na quarta-feira, 10, entre o ministro e os gestores da rede, ficou determinada a manutenção das lojas e dos empregos.

“Ficou assente que não será encerrada nenhuma das lojas e nem mesmo será despedido qualquer trabalhador”, assegurou à imprensa no final do encontro, Amadeu Nunes, secretário de Estado do Comércio.

Por seu lado, o diretor executivo da rede de supermercados, João Paulo Seara, assegurou que as portas não serão fechadas desde que o Executivo autorize o reforço financeiro e facilite as importações.

“Esperamos que o plano entregue seja atendido”, sublinhou.

Na semana passada, trabalhadores da rede Candando disseram à VOA que a empresa preparava-se para despedir cerca de 500 trabalhadores por ter deixado de ter acesso aos fornecedores de produtos devido ao congelamento das contas bancárias da empresa em Portugal pedido pela Procuradoria Geral da República.

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