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Governo angolano acusa empresa americana de extorsão


Manuel Queiróz aponta o dedo à África Growth Corporation em diferendo com um general

O Governo angolano classificou de "chantagem política para extorsão de dinheiro" as accões empreendidas pela empresa americana África Growth Corporation (AFGC), que tem pressionado autoridades dos Estados Unidos e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para intervir no diferendo que a opõe ao general angolano António Andrade.

Em conferência de imprensa, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiróz, acompanhado da sub-procuradora geral da República, Eduarda Rodrigues, disse que o Executivo de Luanda não vai ceder e acrecentou que as acções da AFGC visam prejudicar os esforços do Executivo para recuperar o seu bom nome e reputação internacional.

Queiróz afirmou que estas acções surgem após um processo de parceria com uma empresa da família Andrade, que não correu bem e do qual o Estado não faz parte.

O ministro acusou a AFGC de querer envolver o Estado angolano porque julga que é mais fácil extorquir dinheiro deste, do que negociar com o seu parceiro privado angolano ou mesmo intentar acções ou agir legalmente contra esta.

Francisco Queiroz afirmou que a empresa usa do que chamou de “armadilha negocial”, através da qual provoca encontros e manipula o que se passa neles a favor da sua causa.

O governante ainda acrescentou que estas acções são desenvolvidas através de um lobby e, para o efeito, "contratou uma das entidades americanas mais activas neste domínio, bem como na difusão de notícias falsas em meios de comunicação social nacionais e internacionais, envio de cartas à entidades e vários outros meios de influência de opinião".

Depois do conflito entre a empresa americana e a empresa do general Andrade, segundo Queiróz, a AFGC propôs ao Executivo angolano que ficasse com o edifício e a compensasse com uma quantia correspondente ao seu valor, mas Luanda negou.

“Se o fizesse isso poderia configurar como uso indevido do Estado angolano para fins diferentes àqueles a que se destinam, contrário aos propósitos do combate à corrupção, que o Executivo desenvolve com insistência e coerência”, concluiu o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiróz.

Carta a Luanda

Como a VOA noticiou a 10 de Maio, um proeminente congressista americano Christopher Smith escreveu ao Presidente João Lourenço apelando a que este “relance os esforços para resolver este caso” fazendo valer um acordo negociado para tal.

Smith faz parte do sub-comité para África da Câmara dos Representantes e já anteriormente tinha estado envolvido neste caso que envolve um diferendo entre a AFGC e o general Andrade e a sua família.

A disputa envolve a compra pela companhia americana de várias propriedades em Angola, incluindo prédios de apartamentos que foram posteriormente alugados e que, segundo alega a empresa americana foram posteriormente transferidos ilegalmente para a procuradora Natasha Andrade Santos, filha do general.

A Procuradoria-Geral da República teria ignorado uma queixa apresentada pela AGVP sobre as acções ilegais que privaram a empresa dos seus direitos.

A companhia americana iniciou o ano passado uma acção em tribunal e contratou uma companhia de lobby para levarem congressistas e o FMI a bloquearem a ajuda a Angola.

Em Dezembro ,o Comando Provincial da Policia Nacional em Luanda confirmou à VOA o despejo do general na reserva António Andrade de propriedades imobiliárias na ilha de Luanda.

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