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Governador do Rio de Janeiro preso por corrupção


Rio de Janeiro

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que a prisão do governador Pezão e demais envolvidos, decorreu da prática de "infrações criminosas muito graves".

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, está preso pela Polícia Federal por corrupção.

De acordo com as investigações, ele recebeu cerca de 30 milhões de reais num esquema de corrupção que ele mesmo operou entre 2007 e 2015. Ele participou também do esquema do ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, de quem era vice.

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O nome dele aparece nas delações de Carlos Miranda, apontado como operador do esquema de corrupção de Cabral.

O actual governador teria recebido mesada das fornecedoras do estado no valor de R$150 mil durante sete anos. Também houve décimo terceiro de propina e ainda dois pagamentos de R$ 1 milhão como prêmio.

Pezão teria recebido ainda dinheiro do esquema de corrupção do Tribunal de Contas do Estado.

O delator Jonas Lopes Neto, filho de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, disse que arrecadou quase R$ 1 milhão para pagar despesas pessoais de Pezão.

De acordo com o delator, o dinheiro veio de empresas de alimentação que tinham contrato com estado. O governador também é suspeito de receber propina da Fetranspor - Federação de Transportes do Rio. Ele teria ainda recebido propina do doleiro Álvaro José Novis de quase R$ 5 milhões.

Dois executivos da Odebrecht disseram, em delação premiada, que Pezão recebeu dinheiro também da construtora em contas no exterior, mas não revelaram os valores.

Pezão foi preso na operação Boca de Lobo, nova fase da Lava Jato. Ele é o quarto governador do Rio de Janeiro detido por corrupção. O último governador do estado, Sérgio Cabral, está na cadeia. Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho também eleitos nos últimos anos já foram para a cadeia por esquemas de corrupção.

Em Brasília, a Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a prisão do governador Pezão e demais envolvidos ,decorreu da prática de "infrações criminosas muito graves".

"Um dos crimes em curso é o de organização criminosa, continua atuando e especialmente à lavagem de dinheiro. A lavagem é o crime que se pratica após a corrupção e que consiste em ocultar onde o dinheiro está. Pelas informações, continua a ser feito", disse a procuradora.

A procuradora-geral da República afirmou que o crime de lavagem de dinheiro é "igualmente grave" porque, "se o dinheiro desviado pela corrupção continua na posse de quem desviou, o patrimônio publico terá dificuldade em ser recomposto".

Dodge ressaltou que "o esquema criminoso" que atua no Rio de Janeiro se instalou "em diversas unidades públicas do estado". Ela disse ainda que "muitos já estão condenados e presos, mas percebeu-se que este esquema criminoso ainda não cessou".

"E é por essa razão – os infratores ainda praticarem esse crime – que chegou-se a necessidade de requerer prisão preventiva para a garantida da ordem pública", disse a Procuradora Geral da República.

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