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Governador de Benguela apela ao investimento em fase crítica na indústria


Rui Falcão diz não ter capacidade de resposta

Despedimentos à espreita no sector das bebidas e défice de energia a inviabilizar planos

Um acordo colectivo vai implicar demissões na indústria de bebidas em Benguela, por alegadas dificuldades financeiras, quando o Governo aponta para novos postos de trabalho mediante investimentos no sector industrial daqui a alguns anos.

As autoridades rezam pelo fim do défice de electricidade, daí que os empregos em perspectiva sejam uma incógnita, mas a destruição de centenas de postos de trabalho é já um dado adquirido.

Num recente frente-a-frente com militantes da JMPLA, o braço juvenil do MPLA, de que é primeiro secretário provincial, o governador Rui Falcão voltou a salientar que a administração pública não consegue dar resposta ao desemprego.

“Os concursos públicos vão continuar, mas não resolvem o imenso problema de falta de emprego. Mas, como disse, não há desenvolvimento sem energia, é preciso atrair o investimento industrial, olhar mais para a agricultura, tendo em vista o emprego rural’’, admitiu Falcão.

São projectos industriais para os próximos anos, em várias áreas, quando a actualidade diz que há já na forja um acordo para despedimentos na Soba Catumbela, produtora da cerveja Cuca, e na Coca-cola, com 410 e 190 trabalhadores, respectivamente.

Segundo fontes das áreas comerciais das firmas, os empregadores justificam a medida com baixos lucros, mas o secretário-geral do Sindicato das Indústrias de Bebidas e Similares de Benguela, Víctor Mukissi, à espera dos detalhes do acordo entre as partes, desconfia dos argumentos.

“Ouvimos oficiosamente, mas as comissões sindicais, brevemente, vão apresentar dados concretos para nós discutirmos com o patronato. Temos mecanismos próprios para evitar que as empresas ajam a seu bel-prazer. Se calhar vão evocar baixas nas vendas, mas vamos mostrar o inverso com documentos oficiais, esperando que tenhamos um desfecho positivo para todos os trabalhadores’’, realça o sindicalista.

Na fábrica de águas Xadu, do empresário Mello Xavier, antigo deputado do MPLA, os mais de 90 trabalhadores levantaram a greve, mas sabem que a infra-estrutura pode ser confiscada devido a dívida bancária.

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