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Germano Almeida, Prémio Camões 2018


Germano Almeida

Escritor cabo-verdiano já viu duas obras transformadas em filme

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida é o vencedor da 30ª edição do Prémio Camões de Literatura.

O anúncio foi feito nesta terça-feira, 21, em Lisboa, pelo ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e pela presidente da Biblioteca Nacional, de Portugal, Helena Severo, após a deliberação de quase duas horas do corpo de jurados, na capital portuguesa.

“Com este prémio, pretende-se ainda estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona, pelo que a este evento se associam os outros Estados de língua oficial portuguesa", sublinha o comunicado do Ministério da Cultura, que anunciou a entrega do galardão.

Natural da ilha Boavista, em Cabo Verde, Germano Almeida, de 73 anos de idade, é o mais prolífero escritor cabo-verdiano, com destaque para obras como "O dia das calças roladas", "O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo", "A família trago", "A ilha fantástica" e "Os dois irmãos", entre muitos outros.

Almeida foi traduzido em países como Itália, França, Alemanha, Suécia, Noruega e Dinamarca e viu duas obras dele transformadas em filme.

O mais recente romance de Germano Almeida, "O fiel defunto", será apresentado na próxima semana na ilha de São Vicente, onde o escritor vive.

O Prémio Camões de Literatura foi instituído em 1988 com o objectivo de consagrar um autor de língua portuguesa que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.

Considerado o mais importante prémio da língua portuguesa, contempla anualmente autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O vencedor recebe um montante de 100 mil euros.

O júri de 2018 foi composto porMaria João Reynaud, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos PALOP, Ana Paula Tavares, poeta e professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).

Almeida é o segundo escritor cabo-verdiano a receber o primeiro, depois do poeta Arménio Vieira, em 2009.

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