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G-7 pede retirada rápida das tropas da Eritreia de Tigray


Mulher em frente a casa danificada pelas lutas na região de Tigray (Março 2021)

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G-7 pediram uma retirada "rápida, incondicional e verificável" das tropas da Eritreia da região de Tigray, no norte da Etiópia.

Os ministros das principais economias do mundo mantiveram esta sexta-feira a reunião anual em Berlim e emitiram uma declaração após um anúncio recente do primeiro-ministro Abiy Ahmed, de que as forças da Eritreia se retirarão de Tigray em breve.

Os ministros do G-7 exortaram todas as partes a exercerem “o máximo de contenção, garantir a protecção de civis e respeitar os direitos humanos e o direito internacional”.

Os ministros da Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos e o alto representante da União Europeia apelaram ao "fim da violência e ao estabelecimento de um processo político claro e inclusivo que seja aceitável para todos Etíopes, incluindo os de Tigray. "

O processo deve levar “a eleições confiáveis e a um processo de reconciliação nacional mais amplo”, disse o comunicado.

Os ministros também expressaram profunda preocupação com os relatórios recentes sobre “violações e abusos dos direitos humanos e violações do direito internacional humanitário em Tigray”.

Abiy ordenou as tropas etíopes a entrarem em Tigray em Novembro para deter e desarmar líderes da Frente de Libertação do Povo Tigray, dizendo que o grupo era responsável por incitar ataques a acampamentos do exército federal.

Ambos os países negaram por vários meses que tropas da Eritreia tivessem entrado em Tigray, ao contrário dos relatos de diplomatas, trabalhadores humanitários, residentes e até mesmo algumas autoridades etíopes.

O conflito armado em Tigray ceifou a vida de milhares de pessoas e forçou centenas de milhares a abandonar as suas casas. A região de mais de 5 milhões de habitantes enfrenta escassez de alimentos, água e medicamentos.

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