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Funcionários públicos realizam três dias de greve na Guiné-Bissau


Sindicatos dizem que Governo não responde

Os trabalhadores da Administração Pública da Guiné-Bissau realizam a partir da terça-feira, 7, uma manifestação geral de três dias para exigir do Governo o cumprimento dos 16 pontos constantes do acordo assinado há meses.

A manifestação foi convocada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau

Em declarações à imprensa, o secretário-geral da UNTG, Júlio António Mendonça, revelou ainda que desde que as centrais sindicais entregaram, a 23 de Dezembro, o pré-aviso de greve, o Governo nunca reagiu.

“Sem o pagamento, a Administração Pública guineense continuará paralisada de três em três dias em cada semana”, avisa, dando a entender a intenção de uma greve intercalada.

“Não consigo entender como é que uma pessoa, que representa o Estado, chega a um acordo com os seus parceiros sociais e, a partir da data que assinou o memorando, nunca mais se dignou zelar pelo seu cumprimento e nós, sindicalistas, temos um compromisso com os trabalhadores e não podemos perder tempo, enquanto os funcionários a sofrem”, perguntou Mendonça, acusando o Executivo ainda de colocar “os direitos dos trabalhadores em causa”.

As duas centrais garantem não haver vontade por parte do Governo.

Mendonça realçou ainda a harmonização dos salários de funcionários públicos, notando que se deve acabar com situações em que servidores com a mesma categoria auferiram ordenados diferenciados só porque trabalham em locais diferentes.

O sindicalista aponta ainda como “anomalias inaceitáveis” a ausência de um salário mínimo nacional, a continuação de novos ingressos na Função Pública, quando ficou acordado que a prática deveria cessar, corte nos salários dos professores e “o salário astronómico” que os titulares de cargos públicos auferem.

Não houve qualquer reacção do Governo.

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