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Funcionários em greve na Guiné-Bissau pedem reajuste salarial


Trabalhadores sem poder de compra

Adesão não é muita e Governo diz não poder satisfazer as exigências do sindicato

Os funcionários públicos na Guiné-Bissau regressaram à greve nesta terça-feira, 12, para exigir do Governo, entre outros pontos, o reajuste salarial.

A nova paralisação, convocada pela União Geral dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), tem a duração de três dias com ameaça da maior central sindical em mobilizar os trabalhadores para desencadear um greve consecutiva até que as suas revindicações sejam atendidas.

A Confederação Geral dos Sindicatos Independentes, outra central sindical guineense, não se alinhou a paralisação.

No terreno, apesar do registo notável de pouca adesão nas primeiras horas de hoje, não se pode falar de menor impacto, sobretudo nos hospitais, com doentes sem serem atendidos.

O serviço mínimo não consegue fazer a cobertura ao numero dos pacientes.

Ussumane Sonco, um jovem paciente, de 19 anos, viu recusado o atendimento nos serviços de emergência de um dos centros hospitalares da capital:

“Não estou a sentir-me nada bem. A esta altura, estou contra todos estes médicos. Só porque estão de greve, mesmo vendo um paciente a morrer, não o atendem. Isso não está bem. Isso está mal”, disse Sonco.

A UNTG, no entanto, mantém a sua revindicação.

“Continuamos a apelar a todos os dirigentes sindicaispara convergimos numa única coisa, que é a defesa dos interesses dos trabalhadores”, defendeu José Alves Té, porta-voz daquela central sindical.

Refira-se que algumas organizações sindicais filiadas na própria UNTG apelaram os seus associados a não aderirem à paralisação.

Entretanto, o Governo, por sua vez, diz que não pode, por enquanto, proceder ao reajuste salarial.

A greve termina na quinta-feira, 14.

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