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Frelimo: Reunião do Comité Central não deve ter na agenda sucessão de Nyusi


Campanha de Filipe Nyusi, candidato da Frelimo à Presidência de Moçambique. Outubro 2014

Nomes dos prováveis candidatos deverão ser analisados em 2023

O Comité Central da Frelimo vai reunir-se em finais de Maio corente, mas, contrário do que apontam certas correntes de opinião em Maputo, a VOA apurou que a sucessão de Filipe Nyusi na Presidência da República não fará parte da agenda da sessão.

Nyusi termina em 2024, o seu segundo e último mandato como Chefe de Estado moçambicano, segundo a Constituição.

A reunião do o órgão máximo do partido no poder entre congressos realiza-se numa altura em que em alguns círculos de opinião se afirma que por estas alturas já devia ser conhecido o candidato da Frelimo às eleições presidenciais de 2024.

E não deverá ser conhecido nesta sessão preparatória da reunião magna, marcada para Setembro de 2022, na Matola, mas apenas em 2023, na sessão do Comité Central a ser eleito no 11o. Congresso.

O jornalista Fernando Lima diz que há decisões que têm que ser alinhadas às forças para o próximo congresso e só depois disso é que se começará a pensar no sucessor de Filipe Nyusi.

Algumas correntes de opinião entendem que,tendo em conta que as eleições presidenciais terão lugar em 2024, é suposto que o Ccongresso aborde este assunto, mas para Fernando Lima "daquilo que são as indicações que eu tenho, não será do congresso que sairá um sucessor para 2024", uma vez que é preciso alterar-se a Constituição da República para que exista terceiro mandato.

Há informações de que algumas das organizações sociais da Frelimo pretendem que o Presidente Filipe Nyusi faça um terceiro mandato, para que ele, defendem, possa concluir as suas realizações, para além do conflito em Cabo Delgado que pode, no entender dessas organizações, impedir a realização das eleições sobretudo em zonas afectadas.

Entretanto, vozes existem que afirmam que a indicação do candidato da Frelimo às Presidenciais terá em conta o interesse subjacente do Presidente Filipe Nyusi, pelo que, se for eleito, poderá não conseguir distanciar-se de quem lá o colocou, sobretudo se for jovem e não um histórico da Frelimo.

Mas há quem pense que não, tanto mais que o próprio Filipe se distanciou de Armando Guebuza, que, diz-se, teve um papel importante na sua nomeação como candidato da Frelimo a Presidente da República.

Para o analista político Constantino Cossa, o aspecto mais importante nisto tudo, é que o novo dirigente deverá ter em conta o problema da estrutura de oportunidades, porque neste momento, é falacioso afirmar que há oportunidades para todos, e em parte, a guerra em cabo Delgado tem a ver com isso".

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