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Fome e recusa em ir às aulas por temor à Covid-19 aumentam crise nas zonas rurais da Huíla


Camponeses na Huila

Professores do Lubango são rejeitados por medo de poderem transmitir a doença

A fome e a rejeição aos professores residentes na cidade do Lubango, capital da província angolna da Huíla, por poderem ser potenciais portadores e consequentemente transmissores do novo coronavírus estão a criar problemas nas zonas rurais da província da Huíla.

As preocupações foram levadas recentemente ao Governo provincial da Huíla pelo Sindicato Nacional de Professores, (SINPROF), no Conselho de Auscultação e Concertação social.

A fome que grassa muitas comunidades rurais está a fazer com que muitas crianças deixem de ir à escola, situação agravada pela rejeição dos professores provenientes da cidade.

Para o secretário provincial do SINPROF, na Huíla, João Francisco, é preciso mudar o quadro.

“Em Caluquembe, estive no sector do Cue 3 também temos reportagem dos Gambos e outras partes e essa situação é frequente, apresentamos uma questão da rejeição dos nossos colegas professores que trabalham na zona rural e quando vão para lá a comunidade rejeita-os como que aqueles que vêm da cidade são veículos para o transporte do vírus covid-19. Passamos a mensagem no sentido de trabalharmos juntos e evitarmos essa relutância por parte da população”, conta Francisco.

Entretanto, as autoridades sanitárias estão a apostar forte na campanha de vacinação contra a Covid-19 depois de de terem recebido 32 mil doses da vacina da AstraZeneca.

Com perto de três mil pessoas já vacinadas só no Lubango, dos grupos prioritários definidos como profissionais de saúde, professores e idosos acima dos 65 anos, a responsável da saúde, Luciana Guimarães, espera que a campanha rapidamente chegue a toda a província.

“Estamos a trabalhar com as administrações municipais e com as direções municipais para que elas façam o seu plano e tenham já listadas as pessoas que vão ser contempladas com a vacina”, afirmou a directora do Gabinete Provincial da S aúde da Huíla, Luciana Guimarães.

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