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FMI dá "nota positiva" a Guiné-Bissau, Governo admite grandes desafios


Economista diz que país precisa crescer a dois dígitos

A missão de Avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Guiné-Bissau recomenda às autoridades aumentar o investimento e garantir um bom clima de negócios.

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No termo da sua missão de avaliação, o FMI garantiu, por outro lado, a prorrogação, por mais um ano, ao programa da assistência as finanças públicas do país.

Trata-se da quinta avaliação do FMI às finanças públicas guineenses, de 2017 a esta parte, no quadro da execução do programa de apoio ao crescimento econômico nacional.

O FMI considera que à luz das normas os resultados foram satisfatórios, porquanto Bissau conseguiu implementar os critérios e as metas preestabelecidas.

Os especialistas apontam para um crescimento económico, em 2017, na ordem de 5,9 por cento e uma inflação média de 1,1 por cento.

Mas o chefe de missão, Tobias Rasmussen, aconselhou os gestores públicos guineenses a terem em conta o aumento das receitas.

“É uma avaliação positiva com o crescimento e a redução do défice. Acho que tudo isso é muito positivo para o crescimento do país)”, admitiu Rasmussen.

Por seu lado, o ministro em exercício da Economia e das Finanças, João Mamadu Aladje Fadia, admite que os desafios do país são grandes.

“Notamos que os termos de troca deterioraram-se e houve pouca expansão de crédito. E também o nível do crédito mal-parado continua elevado. Portanto em 2018 devemos continuar com o esforço na arrecadação de receita na gestão prudente das despesas”, reconheceu Fadja.

Em face deste quadro, afectado também por uma crise política que se arrasta há mais de três anos, o especialista em economia, João Alberto Djata, justificou, assim, os indicadores que teriam reflectido no crescimento económico da Guiné-Bissau, enquanto estado membro da UEMOA.

A Guiné-Bissau faz parte de uma zona económica e as politicas económicas são coordenadas pela UEMOA. Isso é o primeiro. Em segundo lugar, a Guiné-Bissau é um país que vive da castanha de caju”, explicou Djata, argumentando que o país precisa de “um crescimento a dois dígitos para que, a partir de uma redistribuição correcta e justa, possamos ver a vida e o bem-estar das pessoas aumentar”.

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