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FLEC-FAC diz ter morto pelo menos 22 soldados das FAA e Bloco Democrático pede cessar-fogo em Cabinda


Soldados angolanos no ponto de controlo entre Cabinda e Belize (Foto de Arquivo)

A organização independista Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) revela que as Forças Armadas Cabindesas (FAC) mataram pelo menos 22 efetivos das Forças Armadas Angolanas nos últimos dias em combates nas vilas de Pangamongo e Sangamongo, município de Buco-Zau, perto da frontera com a República Democrática do Congo (RDC).

O comandante Alfonso Zau disse à VOA nesta quarta-feira, 8, que os corpos encontrados foram muito superiores aos dois citados no comunicado da FLEC-FAC divulgado também hoje e que aponta para dois soldados mortos e três civis.

“Estamos a contabilizar ainda os mortos encontrados na mata depois de um ataque de grande envergadura do exército invasor contra a nossa tropa, foram ´bem recebidos´ porque quem procura acha e caíram na nossa emboscada”, revelou aquele comandante.

Alfonso Zau acusa as FAA de não respeitar o pedido do secretário-geral da ONU, António Guterres, que defendeu um cessar-fogo lá onde existem gerras durante a pandemia da Covid-19.

“A FLEC-FAC está a respeitar o apelo vibrante do secretário-geral das Nações Unidas e nunca fomos à procura do MPLA , nunca procuramos os angolanos e quando vêm temos as nossas emboscadas, temos os nossos postos avançados Nós estamos a respeitar e não atacamos”, garantiu Zau, para quem a situação em Cabinda “é má”.

“Estão a fuzilar refugiados todos os dias em Cabinda”, acusou aquele comandante que pediu a intervenção da comunidade internacional para o enclave porque tudo o que está a acontercer lá, disse, é por causa do petróleo.

“Nós queremos a paz, como todos os povos do mundo”, reiterou o comandante Alfonso Zau que pediu a ajuda dos Estados Unidos, “como aconteceu no Kwait”.

Entretanto, o Bloco Democrático pediu hoje em comuncado um “cessar-fogo” imediato em Cabinda em respeito pelo a Resolução das Nações Unidas de 1 de Julho, votada por unanimidade, que pediu uma pausa humanitária de 90 dias, que “abre realmente uma soberana oportunidade para que as forças que protagonizam o conflito armado em Angola, na Província de Cabinda - O Executivo Angolano e a FLEC - declarem sem tibiezas e no interesse da preservação dos homens, mulheres e crianças do solo pátrio, um imediato cessar-fogo e criem em simultâneo condições para o estabelecimento do diálogo fraterno, com o apoio da sociedade civil, igrejas e políticos, com vista à paz”.

O Governo angolano não comentou as informações sobre confrontos na região.

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