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Financiamento da saúde em África ainda sem solução


Centenas de governantes e especialistas debateram tema em Cabo Verde

Cerca de 600 participantes, entre ministros, directores e especialistas dos 54 países africanos, debateram na quarta e quinta-feiras, 27 e 28, na cidade da Praia, Cabo Verde, no segundo Fórum Africano da Saúde, o engajamento das autoridades públicas e privadas no sector da saúde, mecanismos de educação e comunicação sanitárias, inovação e pesquisa, sem esquecer a erradicação da pobreza para o bem-estar das populações.

O financiamento da saúde domino as atenções, com a plenária a apresentar pistas que permitam reforçar a mobilização de mais meios para o sector.

Neste caso, o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, um dos comunicadores defende o reforço da parceria público-privada, como "um dos caminhos para melhorar o acesso e prestação dos cuidados de saúde aos cidadãos".

Correia diz que o mercado deve ser livre," com regras claras de fiscalização e direitos iguais aos diferentes operadores no sector, situação que, para o governante, trará ganhos para todos".

Por seu lado, o ministro cabo-verdiano da Saúde reconhece que vários governos africanos ainda não cumpriram a meta traçada em Abuja para a disponibilização de 15 por cento do orçamento do Estado para a área da saúde, mas considera que o financiamento do sector deve ser visto de forma abrangente.

Para Arlindo do Rosário, quando se investe "na educação, na habitação e noutras infra-estruturas básicas, os ganhos também reflectem-se na saúde".

A participação da sociedade civil, sobretudo o envolvimento dos jovens inovadores, é visto como" um mecanismo importante para ajudar a definir estratégias que possam melhorar a planificação ea cobertura sanitária no continente", na óptica da director regional da OMS para África, Matshidiso Moeti.

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