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Filipe Nyusi diz que insurgentes fogem do país e que não há lugares seguros para eles em Moçambique


Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique

Presidente moçambicano discursa no Dia da Paz e apela ao regresso dos que se juntaram aos insurgentes em Cabo Delgado

O Presidente moçambicano abriu mais um capítulo sobre o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, reiterando a ocorrência de bom resultados operativos das missões conjuntas entre o exército nacional e os parceiros do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Asutral (SADC).

Ao falar nesta segunda-feira, 4, em que o país celebra o Dia da Paz, que marca a passagem dos 29 anos dos Acordos de Roma, Filipe Nyusi disse que os líderes dos insurgentes estão em debandada, como resultado das ofensivas das forças conjuntas.

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“Os combates que continuam a acontecer fazem com que o inimigo não encontre um espaço permanente. A destruição das bases Mbau e Sire I e Sire II, de entre outras, faz com que o inimigo não esteja nesses pontos onde se escondia. Temos a certeza de que há dirigentes ou líderes dessas forças que estão a fugir, incluindo para fora do país”, revelou.

Perante esta situação, Nyusi lançou uma exortação aos recrutas que aliaram-se aos insurgentes, para abandonarem as fileiras.

“Preocupa-nos a situação dos nossos compatriotas. Aqueles que, uns, voluntariamente aderiram a essa força destruidora, mas outros inocentemente foram recrutados e que com a destruição das bases estão a correr de um lado para o outro, queríamos convidar para que eles, livremente, não esperarem a morte por perseguição. De uma forma ordeira entreguem-se para não serem atingidos inocentemente, porque não tem onde ir”, exortou.

Em paralelo ao chamado "Teatro Operacional Norte", Nyusi reiterou que continua a perseguição a Mariamo Nhongo, líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo.

O Chefe de Estado moçambicano adiantou que recentemente uma operação de perseguição culminou com a destruição de um acampamento, onde se presume que Nhongo e seus aliados estavam escondidos, tendo o líder “fugido do local” e deixado para trás marcas da sua presença, nomeadamente, “um casaco e uma camisola”.

SADC avalia missão

Por outro lado, a troika da SADC para questões de paz, política e segurança reúne-se amanhã na cidade sul-africana de Pretória para avaliar a missão das tropas regionais em Cabo Delgado.

A reunião foi anunciada por Filipe Nyusi e vai acontecer quando falta um mês para o fim do período inicial para o qual foi enviado.

Ao nível do que é público, a missão da SAMIM foi caracterizada por um primeiro mês de operações totalmente discretas, mas que têm ganho visibilidade ao longo do tempo.

Na semana passada as tropas regionais anunciaram a morte de um indivíduo considerado líder espiritual dos insurgentes, no âmbito de operações que levaram a cabo.

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