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Filipe Nyusi apela à profissionalização da CNE, mas activista diz que isso não faz sentido


Presidente Filipe Nyusi (no centro, primeira fila) e membros da CNE, Moçambique

Adriano Nuvunga diz que "... tudo quanto ele próprio (Nyusi) vem fazendo desde que ficou Presidente até agora, não conduz à profissionalização da CNE".

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apelou à profissionalização da Comissão Nacional de Eleições (CNE), como forma de assegurar a transparência dos actos eleitorais, mas um activista de direitos humanos diz que este pedido não faz sentido, porque ele e o Partido Frelimo que dirige, não querem discutir a reforma da governação eleitoral.

Filipe Nyusi apela à profissionalização da CNE, mas activista diz que isso não faz sentido
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Filipe Nyusi falava esta quinta-feira, 21, em Maputo, ao conferir posse ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições, Carlos Matsinhe, e aos dois vice-presidentes do órgão, nomeadamente, Carlos Cauio e Fernando Mazanga.

O estadista moçambicano avançou que a profissionalização da CNE vai garantir a continuidade da memória institucional dos órgãos de administração eleitoral.

Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, diz que "o que o Presidente da República quer não é a profissionalização da CNE, porque tudo quanto ele próprio vem fazendo desde que ficou Presidente até agora, não conduz à profissionalização da CNE".

Nuvunga afirmou que Filipe Nyusi e o Partido Frelimo que ele dirige, "não querem discutir a reforma da governação eleitoral em Moçambique".

No seu entender, a profissionalização da CNE passa pela mudança da lei, pela mudança do figurino da governação eleitoral, "o que significa que a Comissão Nacional de Eleições deve ser reduzida para um número máximo de cinco membros, que devem ser encontrados através de concurso público documental e independente em relação aos partidos políticos".

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