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Faustino Imbali pede demissão do cargo de primeiro-ministro ao Presidente guineense


Dirigente empossado por José Mario Vaz critica "ingerência" da CEDEAO

O primeiro-ministro Faustino Imbali, empossado pelo Presidente guineense José Mário Vaz, a 29 de Outubro, apresentou o seu pedido demissão nesta sexta-feira, 8, no prazo apresentado pela CEDEAO.

Na carta de duas páginas enviada a Vaz, a que a VOA teve acesso, Imbali justificou o pedido como uma oportunidade para que o Presidente possa "reformular a história política" da Guiné-Bissau e não permitir que forças estrangeiras "desestabilizem e zombem" da nação.

“A CEDEAO usurpou os poderes dos cidadãos da Guiné-Bissau e ditou que todos os outros aspectos da nossa democracia parlamentar e semipresidencial devem ser suspensos, em flagrante violação da nossa Constituição, visando promover o objectivo mal formado e mal informado da CEDEAO”, escreveu aquele dirigente do PRS, lembrando que com o apoio daquela organização, “o Governo demitido da minoria do partido PAIGC” continuou a ocupar o Palácio do Governo e todas as instalações ministeriais”, com “a cumplicidade de alguns altos responsáveis de defesa e segurança”.

Na quarta-feira, 6, o representante da CEDEAO, em Bissau, Blaise Diplo, anunciou que a organização deu 48 horas aos membros do Governo liderado por Faustino Imbali para apresentarem as suas demissões, sob pena de aplicação de “severas sanções”.

Ontem, o ministro dos Recursos Naturais e Energia, Certório Biote, apresentou a sua carta de demissão por “razões de saúde”.

Nesta sexta-feira, uma reunião extraordinária da CEDEAO decorre neste momento em Niamey, no Níger, sobre a crise na Guiné-Bissau.

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