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Famílias levadas para Cangadala ainda à espera de serviços básicos


Cangandala - Há tanque mas não há água

As cerca de 40 famílias desalojadas em 2015 do prédio do Comércio na cidade de Malanje e realojadas nos 200 fogos habitacionais do município de Cangandala continuam a reclamar pela falta dos principais serviços sociais básicos.

Habitantes de Cangandala ainda sem água e outros serviços - 3:02
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O acesso à água potável, energia eléctrica, posto de saúde e asseguramento policial, e fissuras nas novasresidências estão entre os problemas como referiu Alice Cassinda Salvador.

Alice Cassinda Salvador
Alice Cassinda Salvador

“Aqui onde eu estou a viver a preocupação é de água, hospital que não temos aqui e a energia que só dão às 18 horas até às zero horas”, disse, acrescentando que “para conseguir água tem que [se deslocar] para um bairro [distante] comprar água um bidon de 25 litros 100 kwanzas, e tem que pagar o poço para poder lavar roupa”.

Jorge Florindo é mototaxista do município de Cangandala e entre as várias tarefas que executa é de transportar águapara vários habitantes.

“Venho do município de Cangandala trabalhar, e transportar água para essas mães que necessitam”, disse.

“Elas nos mandam parar para transportar para elas, cada bidon é 100 kwanzas. No mínimo ela mandou acarretar 10 bidons e se acabar volto de novo”, disse.

As pessoas transportadas para aquele projecto inacabado têm os empregos e a escola dos filhos na cidade de Malanje e alguns abandonaram ou venderam os imóveis por ausência de condições que garantem o bem-estar.

“No que tange ao asseguramento policial não se faz sentir, os assaltos têm sido frequentes ”,disse Pedro Alberto.

Santos Muepa
Santos Muepa

Santos Muepa que vive no local hà cerca de cinco anos,disse queexistem muitas casas inabitadas porque “ninguém quer sair da cidade e morar aqui onde não tem condições”.

Cagandala beneficia de um projecto de construção de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água da linha de financiamento da China actualmente paralisado por conta da recessão económica e da crise da Covid-19,disse a administradora municipal, Engrácia Ramos que acrescentou que “pela informação que nós temos do relatório provincial, esta obra está quase a 85 por cento de execução física”,.

“vocês sabem que a pandemia começou na China e muitos daqueles que estariam aqui para dar o acabamento da mesma estão confinados na China”, disse ao justificar a paralizaçao das obras.

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