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Famílias desalojadas das Salinas em situação precária


Malária, diarreia e gripe, com uma média de cinco casos por dia, são doenças que atormentam as centenas de famílias desalojadas do bairro das Salinas, na cidade de Benguela receando-se também a propagação do coronavírus.

Desalojados de Salinas em estado lastimavel - 2:05
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Há dois meses no edíficio abandonado de uma instituição escolar,as famílias começam a deixar as salas de aulas, também devido à degradação do imóvel, em direcção a tendas e abrigos erguidos com recurso a panos e paus, mas nem isso garante o distanciamento social reclamado pelas autoridades.

À chegada ao Lúcio Lara, magistério abandonado com nome de um conhecido nacionalista angolano, a reportagem da Voz da América foi travada por um agente da Polícia Nacional que alegou ordens superiores, perante a contestação dos ex-moradores das Salinas.

Isso provcou protestos dos residentes

‘’Nós estamos aqui sob cativeiro, nem sequer deixam que vocês nos entrevistem. Somos prisioneiros, mais de 400 famílias’’,disse uma das pessoas

Alguns minutos depois, graças a contactos com chefias da Polícia, foi possível captar, sem pressão, a revolta de famílias que começam a pernoitar em tendas à volta de um magistério encerrado há vários anos por falta de condições para os alunos.

‘’Temos de sair das salas por causa da pandemia, mas também as salas, onde ficam cinco ou seis famílias, estão estragadas” disse um dos deslojados que acrescentou que “há todos os dias casos de paludismo, diarreia, gripe, em crianças e adultos’’

Desalojados das Salinas
Desalojados das Salinas

A Administração Municipal pela voz do seu responsável para a área jurídica, Eurico Bongue, tinha garantido pouco depois das demolições nas Sa;inas de 24 de Junho, que as famílias não ficariam ali por muito tempo.

Já o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, em declarações à VOA um mês depois, assegurava que o assunto estava nas mãos das entidades competentes,

.Mas até agora nada foi feito e a situação deterirou se visivelmente

.

‘’Nós pedimos ao senhor governador ou ao Presidente que nos levem para a terra dos estrangeiros, estamos tipo cães, não somos angolanos’’, disse outro dos deslojados

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