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Falcão quer apoio da Namíbia para recuperar ‘’dinheiro desviado de Angola’’


Governador de Benguela admite que medidas do Estado não baixam níveis de corrupção

Num pedido de apoio ao Governo da Namíbia para o repatriamento de capitais desviados de Angola, agora com a fase coerciva em curso, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, revelou que os números da corrupção continuam a surpreender todos os dias.

Rui Falcão quer ajuda da Namibia na devolução de fundos- 1:41
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Em conversa com o embaixador namibiano em Angola, Patrick Nandago, na segunda-feira, 10, na cidade de Benguela, Falcão admitiu que os níveis de corrupção são extremamente altos, apesar das medidas que visam coibir determinadas acções.

Quem combate a corrupção, principalmente quando a determinação for a mesma da luta pela independência nacional, é obrigado a ter capacidade para encarar o futuro.

Com este argumento, Rui Falcão Pinto de Andrade explicou ao diplomata namibiano que os recursos desviados fazem muita falta à economia angolana.

‘’Não vamos ceder a pressões, seja de quem for. Angola tem recursos suficientes para se desenvolver, precisa é que sejam convenientemente aplicados, que deixem de beneficiar pessoas egocêntricas e invejosa. Isso vai levar algum tempo, mas já dá alguns resultados. Não é contra ninguém, é batalha para o bem dos angolanos’’, avisa o governante.

Daí o pedido de ajuda à Namíbia, agora que o país observa a fase coerciva de repatriamento de capitais.

‘’Seguramente haverá na Namíbia muitos recursos desviados de Angola. As nossas autoridades deverão também cooperar nesse sentido. Temos a noção, entretanto, de que somos obrigados, mesmo com o pouco, a fazer mais do que no passado’’, acrescenta.

As palavras de Rui Falcão foram ouvidas poucos dias depois de declarações do sub-procurador-geral da República titular de Benguela, Herculano Saculanda, relativas a 40 processos de suspeitas de crimes de peculato.

‘’Alguns (gestores) cessaram e outros estão em funções. Há um processo de investigação, só a pronúncia os pode tornar inábeis para exercer funções públicas. São figuras que não gozam de imunidades, são julgadas pelo Tribunal de Comarca’’, explica o magistrado.

A luta contra a corrupção é uma das bandeiras do Presidente João Lourenço que, com a lei do repatriamento de capitais, tenta recuperar milhões de dólares levados para o exterior por pessoas do regime.

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