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Falcão e conselheiro em troca de palavras sobre o estado de Benguela


Estratégia de comunicação motivou acesa discussão

Na primeira reunião do Conselho de Auscultação das Comunidades na província angolana de Benguela, realizada na quarta-feira, 7, o governador Rui Falcão ouviu um conselheiro críticas sobre o que considera ser falta de informação para uma população sofredora.

Alvo de observações críticas também pelas ausências da província sem o conhecimento dos governados, Falcão responde que não sabe administrar na rua, com folclore que nada resolve.

O encontro, primeiro em seis meses de existência deste órgão de consulta, até começou com o Gabinete do Plano e Estatística a informar que a revisão do OGE/2019 baixou o bolo para Benguela, mas o conselheiro, o jornalista João Carlos de Carvalho, analisou os quase três anos do governador.

‘’O que dizem as pessoas sobre os feitos da governação? Se não quisermos entender isto, estamos a dar tiro no próprio pé. Não queremos ter vantagens, mas temos de ver que a população martirizada pela guerra merece carinho, não que sejamos ríspidos’’, salienta Carvalho.

Em resposta, Rui Falcão diz que não sabe governar na rua, embora admita ser legítimo que os populares exijam informações sobre o estado da província.

‘’Entre estar a fazer folclore e normalizar cerca de 3 mil empregos e fazer show off ou trazer energia de Cambambe, eu sei o que tenho de fazer. Tenho metas, não sou obcecado por elas, mas sou, no limite, um trabalhador de corpo e alma. Agora… essa sua maioria de 20 pessoas com cartazes na rua agente conhece bem. Se quiser ir à praça para ver quem tem popularidade…‘’, desafia Falcão.

Atento a tudo, mas fora do Conselho de Auscultação das Comunidades, o activista cívico João Misselo da Silva critica a falta de comunicação nas ausências do governador provincial, por quem chamam as famílias em penúria alimentar no Capilongo.

‘’Em alguns casos, estas constantes ausências preocupam bastante, até provocam especulações. Deve haver, pela sua categoria enquanto governante, uma informação institucional’’, aconselha o activista.

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