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Ex-administradora e gestores da Baía Farta arguidos em processo de desvio de viaturas


Carros apreendidos

Serviço de Investigação Criminal fala em julgamento “a qualquer momento”. Advogado espera ser notificado

Após ter sido detida em Fevereiro de 2019, a antiga administradora do município da Baía Farta, na província angolana de Benguela, Maria João, foi constituída arguida num processo relativo a desvio de cinco viaturas do Estado, hoje avaliadas em mais de 65 milhões de Kwanzas, apresentadas nesta quinta-feira, 26, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Antiga administradora envolvida em caso de desvio de veículos 1:37
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O processo, já em fase de conclusão, e que deverá chegar a a tribunal a qualquer momento, tem arrolados outros antigos dirigentes da Administração Municipal da Baía Farta, entre eles o então secretário-geral, Leonardo Jonatão, que também esteve detido.

Maria João, que dirigiu igualmente o MPLA na Baía Farta, é citada como a principal arguida em suposta prática de peculato, abuso de confiança, associação criminosa, participação em negócio e tráfico de influência.

A Voz da América soube de fonte da Administração Municipal que os meios, quatro Hyundai's e uma Toyota Hilux, foram adquiridos em nome de departamentos administrativos que nunca chegaram a recebê-los.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal, Vitorino Cotingo, disse que as aegadas ilegalidades ocorreram entre2009 e 2017 e que as viaturas foram “compradas com verbas do Estado e alocadas naquela Administração, mas as viaturas estavam em posse de pessoas singulares, sem qualquer formalidade legal".

Cotingo disse que "a visada responde também em liberdade nesse processo"

À VOA, o advogado da arguida, José Faria, disse não ter sido ainda notificado sobre este caso.

Há dois anos, na altura da prisão preventiva, Faria contestou a medida cautelar aplicada pelo Ministério Público por, conforme sublinhou, "falta de fundamento", quando a sua constituinte era associada à apropriação de bens públicos destinados à saúde.

Os antigos chefes da Repartição de Saúde e do Hospital Municipal, Rafael Chiteculo e Silvestre Canbinda, são outros arguidos.

O Serviço de Investigação Criminal diz estar a recuperar meios desviados das Administrações Municipais, como viaturas e valores monetários, no quadro de uma operação que começou por Caimbambo, como noticiou a VOA.

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