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EUA saem formalmente do pacto climático global em meio a incertezas eleitorais


Luzes verdes projetadas no Hotel de Ville, em Paris, França, após o presidente Donald Trump anunciar a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Clima.

Os Estados Unidos saíram formalmente do Acordo de Paris, nesta quarta-feira, cumprindo uma promessa de anos do presidente Donald Trump de retirar o segundo maior emissor de gases do efeito estufa do pacto global de combate às mudanças climáticas.

Mas o resultado da acirrada votação presidencial americana determinará por quanto tempo será a retirada. O rival democrata de Trump, Joe Biden, prometeu voltar ao acordo se eleito.

"A retirada dos EUA deixará uma lacuna no nosso regime e nos esforços globais para atingir os objetivos e ambições do Acordo de Paris", disse Patricia Espinosa, secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (UNFCCC).

Os Estados Unidos ainda são parte da UNFCCC. Espinosa disse que o órgão estará "pronto para ajudar os Estados Unidos em qualquer esforço para voltar a aderir ao Acordo de Paris".

Trump anunciou pela primeira vez a sua intenção de retirar os Estados Unidos do pacto em junho de 2017, argumentando que o mesmo prejudicaria a economia americana. Mas ele não conseguiu fazê-lo formalmente até agora devido aos requisitos do acordo.

Os Estados Unidos são único país de 197 signatários a se retirar do acordo de 2015.O governo de Barack Obama havia se comprometido a cortar as emissões de gás de efeito de estufa em 26-28%, tendo como base níveis de 2005.

Espera-se que Biden aumente essas metas se eleito. Ele prometeu atingir zero emissões líquidas zero até 2050 sob um amplo plano dois trilhões de dólares para transformar a economia.

O Grupo Rhodium disse que em 2020, os Estados Unidos estarão cerca de 21% abaixo dos níveis de 2005, e que, sob segunda administração Trump, espera que as emissões dos aumentem em mais de 30% até 2035, tendo como base os níveis de 2019.

A maioria dos cientistas acredita que o mundo deve cortar as emissões de forma rápida e drástica para evitar os efeitos mais catastróficos do aquecimento global. China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia elevaram recentemente suas metas de corte de carbono. (Reuters).

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