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EUA realizam as primeiras conversações com o Talibã desde a retirada do Afeganistão


Afegãos tentam obter os seus passaportes para sair do Afeganistão, 6 de Outubro 2021, depois da tomada do Talibã

Altos funcionários dos EUA mantêm conversações a partir de sábado com representantes do governo do Talibã no Afeganistão, pela primeira vez presencialmente desde a retirada dos Estados Unidos do país.

Funcionários do Departamento de Estado americano disseram que a delegação dos EUA reúne-se este sábado e domingo em Doha, Qatar, com representantes do Talibã.

A agência de notícias Reuters, que reportou as conversações pela primeira vez, disse que a delegação americana incluirá funcionários do Departamento de Estado, da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional e da comunidade de inteligência dos EUA.

Suhail Shaheen, oficial sénior do Talibã, confirmou à Voz da América a reunião entre os seus líderes com uma delegação dos EUA em Doha no sábado e domingo. Shaheen mora em Doha e é o representante designado do grupo nas Nações Unidas.

No início da sexta-feira, o Talibã anunciou que o ministro das Relações Exteriores Amir Khan Muttaqi, junto com vários altos funcionários, deixou Cabul para Doha.

"A delegação manterá discussões com autoridades do Qatar, bem como representantes de outros países, sobre a actual situação política", twittou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Talibã, Abdul Qahar Balkhi. Ele não citou nenhum país e disse que o chefe da inteligência do Talibã também faz parte da delegação.

Este será o primeiro encontro face-a-face com um alto escalão desde que os Estados Unidos retiraram as suas tropas do Afeganistão no final de Agosto e o Talibã assumiu o controle do país.

A equipa de alto nível dos EUA pressionará o Talibã para garantir uma saída segura e contínua do Afeganistão para os cidadãos dos EUA, bem como para os aliados afegãos do conflito militar de quase 20 anos, de acordo com a Reuters.

A delegação dos EUA também irá responsabilizar o Talibã pelo seu compromisso de não permitir que solo afegão se torne um santuário para a Al-Qaeda ou outros terroristas e melhorar o acesso para ajuda humanitária enquanto o Afeganistão enfrenta uma crescente crise humanitária e colapso económico.

As autoridades americanas disseram à Reuters que a reunião não significa que Washington reconhece o governo do Talibã. Eles disseram que isso dependeria de o Talibã cumprir os seus compromissos de formar um governo inclusivo, proteger os direitos das mulheres ao trabalho e permitir que as meninas recebam educação, entre outras questões.

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