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EUA: Protestos pela sexta noite consecutiva


Recontro entre polícia e manifestantes perto da Casa Branca durante protesto pela morte de George Floyd,

Domingo à noite, houve manifestações em várias cidades dos Estados Unidos pela sexta noite consecutiva para expressar a sua ira pela morte de George Floyd e pedir mudanças, aumentando a perspectiva de novos confrontos com a polícia que tenta impor o recolher obrigatório.

Los Angeles, Chicago, Miami, Detroit e Filadélfia estão entre as quase 40 cidades que realizaram manifestações depois do anoitecer. Os governadores dos estados do Texas e Virgínia impuseram estados de emergência.

Alguns presidentes camarários de grandes cidades, como a London Breed, de São Francisco, dizem que os seus recolheres obrigatório são por tempo indefinido. Cerca de 5 mil membros da Guarda Nacional foram convocados em vários lugares e outros 2 mil estão prontos caso sejam necessários.

Joe Biden, presumível candidato presidencial democrata, visitou o local de um dos protestos no domingo e conversou com afro-americanos em Wilmington, no seu estado natal de Delaware.

EUA: Manifestações em todo o país depois da morte de George Floyd
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“Somos uma nação que está a sofrer”

Biden pediu aos manifestantes que não usassem a violência. Somos uma nação que está agora a sofrer, mas não devemos permitir que essa dor nos destrua. Como presidente, ajudarei a liderar esta conversa ”, twittou Biden. Ele também criticou a violência nas redes sociais: “Protestar essa brutalidade é correto e necessário. Mas queimar comunidades e destruição desnecessária não o é".

No domingo, em comunicado, o procurador-geral William Barr pediu o fim da violência: "A contínua violência e destruição de propriedades colocam em risco a vida e os meios de subsistência de outras pessoas e interferem nos direitos de manifestantes pacíficos, assim como nos de todos os outros cidadãos", afirmou.

“Isso também prejudica o trabalho urgente que precisa ser feito - por meio de um envolvimento construtivo entre as comunidades afetadas e os responsáveis pela lei - para tratar de queixas legítimas. Prevenir a reconciliação e separar-nos é o objetivo desses grupos radicais, e não podemos permitir que eles tenham sucesso”.

Em Atlanta, a presidente camarária Keisha Lance Bottoms demitiu dois polícias e colocou outros três em trabalho de secretaria, até que as acusações de uso excessivo da força no sábado à noite sejam revistas.

Na capital do país, cerca de mil manifestantes reuniram-se, domingo, em Lafayette Park, em frente à Casa Branca. A multidão desfilou desde a Universidade Howard e virou a sua ira contra a polícia, gritando: "Sem justiça, sem paz, sem polícia racista".

Washington e outras cidades com recolher obrigatório

A presidente camarária de Washington Muriel Bowser ordenou o recolher obrigatório na cidade desde a noite de domingo até à manhã de segunda-feira.

Os protestos de sexta e sábado à noite em Washington tornaram-se violentos inclusive em frente à Casa Branca. O presidente culpou a maior parte da violência no "Antifa e outros grupos radicais de esquerda" e ofereceu assistência militar federal a Minnesota, onde os protestos começaram.

Outras cidades com recolher obrigatórios são Chicago, Los Angeles, San Francisco, Miami, Cleveland, Indianapolis, Seattle, LouisvilleRichmond, Virginia, e Portland, Oregon.

Nas últimas cinco noites, incêndios, vandalismo, saques e violência - muitos deles contra a polícia - desestabilizaram as principais cidades americanas.

Os manifestantes, de preto e branco, dizem que protestam não apenas contra o duro tratamento policial de homens e mulheres negros, mas também com o racismo sistémico nos Estados Unidos.

As manifestações começaram na terça-feira em Minneapolis, onde George Floyd, um negro de 46 anos, morreu após ser algemado, e colocado no chão com a face para baixo, enquanto um polícia carregava com o seu joelho no pescoço por mais de oito minutos.

Quatro dias mais tarde, o polícia, Derek Chauvin, foi acusado de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo em segundo grau . Ele e três outros polícias que estavam presentes e não intervieram foram demitidos terça-feira. Chauvin deve comparecer em tribunal na tarde de segunda-feira em Minneapolis.

Até sábado, de acordo com a Associated Press, quase mil e 400 pessoas tinham sido presas em todo o país.

Um total que não incluiu detenções durante a noite de sábado e domingo. Numerosas empresas de Minneapolis sofreram danos materiais extensos na sexta-feira, quando manifestantes saquearam aleatoriamente lojas em um bairro próximo ao local onde Floyd morreu.

O empresário somali-americano Ahmed Siyad Shafi'i disse à VOA que vândalos atacaram todas as suas lojas da noite para o dia. "Eles quebraram os vidros, as portas, as janelas", disse via Skype, "e pegaram o que podiam." Shafi'i, proprietário de um restaurante e loja de roupas em South Minneapolis, considerou "inaceitável" que alguém destruísse propriedades pessoais e sugeriu protestos pacíficos.

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