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EUA poderão retirar todas as suas forças estacionadas em África


Os Estados Unidos poderão em breve reduzir substancialmente a sua presença em África ou mesmo retirar totalmente do continente, disse hoje o jornal New York Times.

O jornal diz que o Departamento de Defesa quer dar prioridade a forças convencionais para fazer face ao crescimento da China e da Rússia.

O New York Times disse que o secretário de defesa Mark Esper deu um prazo até Janeiro para o Comando Africano das forças armadas americanas,o AFRICOM, elaborar um plano de retirada e um outro sobre a transferência dessas tropas.

As discussões em redor dessa provável retirada envolvem mesmo abandonar uma base de “drones” (aviões não tripulados) recentemente construída no Níger ao custo de 110 milhões de dólares e pôr termo à ajuda às forças francesas que combatem militantes islâmicos no Mali, Níger e Burkina Faso.

A França, disse o jornal, está particularmente preocupada com a possível decisão americana pois as forças francesas a operarem na África ocidental dependem de apoio logístico e de informações dos Estados Unidos.

A França quer agora aumentar a compra de aviões de transporte e de aviões não tripulados de ataque americanos

Neste momento há entre 6.000 e 7.000 soldados americanos estacionados en África cuja missão primária é treinar e ajudar as forças aramdas de paises da África ocidental na sua luta contra os grupos radicais islâmicos que ali operam.

Dirigentes do Pentágono têm posto em causa o valor dessas missões americanas em África afirmando que esses militantes islâmicos não têm a capacidade ou mesmo o desejo de atacarem os Estados Unidos no seu solo

Na Somália há por outro lado cerca de 500 soldados de operações especiais dos Estados Unidos que combatem a Al Shabab.

O New York Times disse que o actual comandante do Africom, o General Stephen Townsend tem estado a deparar com dificuldades em argumentar a favor de manter forças americanas em África para confrontar a expansão da China e Rússia no continente a nível militar e económico.

O jornal faz notar que o Departamento de Estado parece opor-se a qualquer redução.

O Secretário de Estado Mike Pompeo afirmou recentemente que o Estado Islâmico está a ultrapssar a capacidade de governos regionais e parceiros internacionais fazerem face a essa ameaça.

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