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EUA aplicam sanções a agentes do Estado Islâmico que enviam dinheiro para actividades em Moçambique


Logo no edifício do Deparamento do Tesouro dos Estados Unidos

Esses afiliados usaram o sistema financeiro da África do Sul para enviar dinheiro para actividades terroristas em Moçambique e na República Democrática do Congo

O Escritório de Controlo de Activos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC, na siglas em inglês) impõs sanções a quatro facilitadores financeiros do Estado Islâmico no Iraque, na Síria e em Moçambique, radicados na África do Sul.

“Membros e associados do Estado Islâmico na África do Sul desempenham um papel cada vez mais central na facilitação da transferência de fundos do topo da hierarquia do Estado Islâmico para as suas filiais em toda a África”, diz uma nota do Departamento de Estado divulgada nesta terça-feira, 1.

Os alvos dessas sanções são Farhad Hoomer, que ajudou a organizar e iniciar as operações de uma célula do Estado Islâmico em Durban, Siraaj Miller, que lidera um grupo de apoiantes do grupo terrorista na Cidade do Cabo, Abdella Hussein Abadigga, que recrutou jovens, e Peter Charles Mbaga, que facilitou as transferências de fundos.

O Governo americano assegura que esses membros do Estado Islâmico garantiram “apoio a transferências e ou serviram como líderes de células do Estado Islâmico” na África do Sul, de onde saía apoio financeiro para as actividades do grupo terrorista, nomeadamente em Moçambique.

“O Tesouro toma esta acção para interromper e expor os principais apoiantes do Estado Islâmico que exploram o sistema financeiro da África do Sul para facilitar o financiamento de filiais e redes do Estado Islâmico em toda a África”, disse o subsecretário do Tesouro Brian E. Nelson, garantindo que Washington trabalha com seus parceiros africanos, incluindo a África do Sul, “para desmantelar as redes de apoio financeiro do Estado Islâmico no continente.”

O grupo terrorista recentemente tentou expandir a sua influência na África através de operações em larga escala em áreas onde o controlo do Governo é limitado, continua a nota, lembrando que as suas filiais “dependem de esquemas locais de angariação de fundos, como roubo, extorsão de populações locais e sequestro por resgate, bem como do apoio financeiro da hierarquia do Estado Islâmico.

Como resultado da medida, todos os bens e interesses em propriedades dos membros alvos das sanções, e de quaisquer entidades que sejam detidas, directa ou indirectamente, em 50% ou mais por elas, que estejam na Estados Unidos ou na posse ou controlo de americanos, passam a estar bloqueados e , salva raríssimas excepções, estão proibidas transações de americanos ou bens nos Estados Unidos com essas pessoas.

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