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EUA "apertam" acesso a vistos e atribuição de residência legal


Pessoas com poucos recursos e que tenham recebido apoio do Estado são os alvos

O Governo americano anunciou uma profunda mudança na legislação migratória que negar vistos e residência permanente a centenas de milhares de pessoas.

A norma, que entra em vigor a 15 de Outubro, determina que podem ser rejeitados vistos temporários a pessoas que não possuem rendimentos considerados aceptáveis, bem como o estatuto de residência legal a quem tenha recebido assistência pública, cupons de alimentação, moradias públicas ou seguro de saúde.

Em entrevista ao canal de televisão Fox News, nesta segunda-feira, 12, o director interino dos Serviços de Imigração e Cidadania Ken Cuccinelli, justificou a decisão dizendo que "o princípio que impulsiona a regra é um velho valor americano, que é a autossuficiência".

Aquele responsável acrescentou que a nova norma assegura queos imigrantes não se tornem fardos públicos.

"Terá também o benefício a longo prazo de proteger os contribuintes, garantindo que as pessoas que imigrem para este país não se tornem fardos públicos, que elas possam se manter sozinhas, como fizeram os imigrantes no passado", sublinhou Cuccinelli.

O Instituto de Política de Migração avançou que, com as novas regras, mais da metade de todos os requerentes de residência permanente com base em laços familiares poderão ser negados.

Cerca de 800 mil green cards foram concedidos em 2016.

A nova regra é derivada da Lei de Imigração de 1882, que permite que o Governo negue um visto a qualquer pessoa que possa se tornar um "encargo público".

Nos últimos anos, agentes de imigração definiram os solicitantes de visto como um encargo público caso possam vir a depender da assistência do Governo no futuro.

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