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EUA, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde condenam golpe militar no Mali


Ismael Wague (segundo da esquerda), porta-voz dos militares

Os governos de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde condenaram o golpe militar no Mali que ontem depôs o Presidente Ibrahim Boubacar Keita e dissolveu o Parlamento.

O Presidente angolano disse no Twitter disse estar a acompanhar a situação.

"Independentemente das razões na base das quais o Presidente eleito foi deposto, repudiamos e desencorajamos esta forma de forçar a alternância do poder", escreveu João Lourenço no Twitter, reiterando o “este momento crítico para o Mali”.

E concluiu: “a nossa total solidariedade para com o povo maliano".

Por seu lado, o Presidente da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, também criticou o golpe militar.

“A Guiné Bissau é um país que não aceita nenhuma alteração da ordem constitucional”, sublinhou Embaló aos jornalistas à saída da reunião do Conselho Superior da Defesa Nacional nesta quarta-feira, em Bissau.

“Condenamos firmemente a situação no Mali porque não se pode aceitar a tomada do poder por via da força… A Guiné-Bissau é um país que não aceita nenhuma alteração à ordem constitucional. A nossa posição é a mesma que a da CEDEAO, organização a qual pertencemos”, reforçou o Presidente guineense.

Em Cabo Verde, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, afirmou que o golpe de Estado “não é a via mais adequada” para se resolver os problemas políticos e defende que deve-se “respeitar o Estado do direito”.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana acrescentou que o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, vai reafirmar esta posição na cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que se realiza por vídeo-conferência.

Quanto ao posicionamento de Cabo Verde em relação às novas autoridades malianas, Tavares disse que será a que a defenderem a CEDEAO e a comunidade internacional.

Em Washington, o secretário de Estado Mike Pompeo condenou o que descreveu de "motim" no Mali e pediu a restauração do Governo constitucional.

"Juntamo-nos à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e à União Africana (UA), assim como a outros parceiros internacionais, na denúncia destas ações. A liberdade e a segurança dos governantes detidos e das suas famílias devem ser garantidas", escreveu Pompeo, que pediu a "restauração do Governo constitucional".

"Instamos todas as partes no Mali a entrarem num diálogo pacífico, a respeitarem o direito dos malianos à liberdade de expressão e de reunião, e a rejeitarem a violência", conclui o comunicado, publicado no portal do Departamento de Estado dos EUA.

No Mali

Hoje, os militares que obrigaram o Presidente Ibrahim Boubacar Keita a renunciar ao poder e a dissolver o Parlamento na noite de ontem, prometeram restaurar a estabilidade e supervisionar a transição para as eleições num prazo "razoável".

Um porta-voz dos amotinados, coronel Ismael Wague, afirmou que eles agiram “para evitar que o Mali caísse ainda mais no caos” e convidou a sociedade civil e os movimentos políticos do Mali a juntos criarem condições para uma transição política.

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