O presidente Joe Biden ordenou que caças dos EUA abatessem um "objecto não identificado" sobre o Lago Huron, no domingo, disse o Pentágono em comunicado.
Anteriormente, as autoridades americanas e canadianas haviam restringido o espaço aéreo sobre o lago, que fica na fronteira dos dois países, após aviões militares terem sido enviados para tentar identificar o objecto.
Acredita-se que o objecto seja o mesmo que foi detectado sobre Montana, no sábado, disse o Pentágono. É o quarto objecto abatido este mês.
A deputada americana Elissa Slotkin, que representa um distrito em Michigan perto de onde ocorreu o incidente, twittou que "o objecto foi derrubado por pilotos da Força Aérea e da Guarda Nacional dos EUA". Slotkin twittou que havia sido contactada sobre o assunto pelo Departamento de Defesa.
Enquanto isso, autoridades de segurança nacional dos EUA disseram acreditar que dois outros objectos em grande altitude derrubados, no norte dos Estados Unidos e no Canadá, eram balões, mas muito menores do que um balão espião chinês derrubado, no Oceano Atlântico, há mais de uma semana, revelou, neste domingo, o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer.
Schumer disse ao programa “This Week” da ABC que foi informado, no sábado à noite, pelo conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, sobre as descobertas iniciais sobre os objectos, um abatido sobre águas congeladas perto do estado do Alasca, na sexta-feira e um segundo, no sábado, sobre a região de Yukon, no Canadá.
Schumer não disse de onde os balões são originários, mas revelou que ambos foram abatidos por caças dos EUA, o segundo com autorização do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, depois de terem sido vistos no radar a cerca de 12.000 metros (40.000 pés) acima da Terra, e foram considerados uma ameaça para aeronaves comerciais que voam em altitude semelhante.
Com os quatro abates num período de oito dias, as autoridades dos EUA procuram descobrir como, até agora, perderam, pelo menos, três avistamentos de balão durante o mandato do ex-presidente Donald Trump e outro no início da presidência de Biden, todos considerados parte de um programa de espionagem chinês conduzido pelo Exército Popular de Libertação de Pequim.
A China reconheceu ter lançado o primeiro balão, abatido em 4 de fevereiro na costa do estado da Carolina do Sul, mas alegou que era um balão meteorológico que saiu da rota, uma alegação que os EUA rejeitaram. Os EUA concluíram que o balão era uma aeronave de vigilância que poderia ser manobrada sobre as principais instalações militares enquanto flutuava pelo continente americano.
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