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Estados Unidos repensam a sua presença em missões de paz da ONU em África


Conselheiro de Segurança, John Bolton

A ajuda americana será canalizada para “países chave e com objectivos estratégicos particulares”, disse o Conselheiro Nacional de Segurança, John Bolton.

Os Estados Unidos estão a repensar o seu papel nas missões de manutenção da paz da ONU em África, e poderão colocar as suas forças e recursos noutros lugares.

A posição consta da nova política da administração Trump para África, hoje apresentada, em Washington, pelo Conselheiro Nacional de Segurança, John Bolton.

"Não iremos legitimar missões que pagam grandes quantias aos países que mandam soldados mal equipados que ofereçam protecção insuficiente para as populações vulneráveis", disse Bolton, no The Heritage Foundation, um centro de estudos de políticas.

Líderes do Pentágono pensam o mesmo. O Secretário de Defesa, Jim Mattis, recentemente recomendou a retirada de todos os soldados da força de paz dos EUA na missão de paz da ONU no Mali, disse um funcionário à VOA.
Falando sob condição de anonimato, o funcionário disse que Mattis pediu opções para liberar as tropas para outras missões.

O Pentágono vem reavaliando a presença de tropas e operações em África desde a morte de quatro soldados americanos e quatro soldados nigerianos, numa emboscada, no Níger.

Os EUA têm uma presença muito pequena na Missão de Estabilização Integrada das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), contribuindo com menos de duas dúzias de tropas para uma força que inclui mais de 13.000 militares, principalmente do Burkina Faso, Chade, Bangladesh e Senegal.

Esta é considerada a mais perigosa missão da ONU em todo o mundo, com mais de 100 tropas de paz mortas nos últimos seis anos.

O Comando Americano em África disse que grupos associados à Al Qaeda estão envolvidos em mais de 200 ataques em países do G5 Sahel (Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger) desde janeiro de 2017, visando principalmente as forças da MINUSMA, além de aterrorizar civis e destruir infraestruturas.

O Bolton criticou, hoje, 13, a colocação de forças de paz da ONU no continente como o "fim do pensamento criativo" na resolução de conflitos.

Autossuficiência africana

A ajuda americana será canalizada para “países chave e com objectivos estratégicos particulares”, disse Bolton.

Ele explicou que toda a ajuda americana a África terá a finalidade de avançar os interesses americanos e ajudar as nações africanas no sentido de serem autossuficientes.

Nos últimos dois anos, os estados Unidos deram cerca de 16 mil milhões de dólares em ajuda a Africa.

John Bolton disse que o governo americano vai deixar de financiar autocratas corruptos, que enchem os seus cofres á custa dos seus povos e cometem abusos de direitos humanos

Quanto às actividades da China em África, o conselheiro de Donald Trump disse que as mesmas visam tornar o continente cativo dos desejos e exigências de Beijing.

Ele deu exemplos: Zâmbia e Djibouti, que devido ao endividamento, a China prepara-se para assumir o controlo de empresas estatais e do porto de Djibouti.

Os Estados Unidos estão preocupados com o papel da Rússia na devastada Líbia, e Bolton anunciou que Washington poderá rever a sua estratégia.

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