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Estados Unidos regressam formalmente ao Acordo de Paris


Joe Biden assina decretos executivos no primeiro dia de mandato, 20 Janeiro 2021

“O Acordo de Paris é uma estrutura sem precedentes para a acção global", reiterou o secretário de Estado americano Anthony Blinken

Os Estados Unidos regressaram oficialmente nesta sexta-feira, 19, ao Acordo de Paris de 2015, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e reduzir os efeitos das mudanças climáticas.

A decisão tinha sido tomada no primeiro dia da Administração Biden ao assinar um decreto executiva que anulou a medida do anterior Presidente, Donald Trump, que deixou o Acordo, alegadamente por colocar em risco empregos de americanos.

“O Acordo de Paris é uma estrutura sem precedentes para a acção global, sabemos porque ajudamos a projectá-lo e a torná-lo realidade”, disse o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, em comunicado, no qual reitera que o “objectivo é simples e amplo: ajudar a todos nós a evitar o aquecimento planetário catastrófico e construir resiliência em todo o mundo aos impactos das mudanças climáticas que já vemos”.

Após receber o pedido às Naçôes Unidas, concluiu-se hoje o período de 30 dias para que ele entrasse em vigor, marcando assim o regresso de Washington.

O Acordo de Paris de 2015, assinado por praticamente todos os países do mundo, visa reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa e limitar o aumento da temperatura do planeta até o final deste século a dois graus Celsius, embora o objectivo final seja o de chegar a 1,5 grau.

Ontem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse a jornalistas que a decisão dos EUA "fortalece a acção global" na mitigação do aquecimento global.

“O compromisso do Presidente Biden com emissões líquidas zero significa que os países que produzem agora dois terços da poluição global de carbono vão procurar a meta de neutralidade de carbono até 2050”, reforçou Guterres.

Na actualidade, os Estados Unidos não estão no caminho certo para cumprir a sua promessa de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 26-28% abaixo dos níveis de 2005 até 2025.

Entretanto, o Presidente Biden comprometeu-se a tomar medidas robustas para cumprir essas metas e nomeou o ex-secretário de Estado John Kerry, que ajudou a negociar o acordo de Paris em 2015, como o primeiro Enviado Presidencial para o Clima, passando a integrar o Conselho de Segurança Nacional.

Ainda hoje, Kerry e António Guterres marcarão, num evento, o regresso dos Estados Unidos ao Acordo.

Logo após a posse, Joe Biden anunciou a realização de uma cimeira dos principais líderes mundiais sobre o clima no Dia da Terra, 22 de abril, como parte da sua diplomacia climática.

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