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Estados Unidos reduzem em cerca de 10 por cento presença de militares em África


Processo deve durar três anos

Oficiais dizem que essa redução afectará o combate anti-terrorismo no continente

Os Estados Unidos vão reduzir em cerca de 10 por cento o número de militares que mantêm em África, de aproximadamente 7.200 na actualidade, disse à agência Reuters a porta-voz do Pentágono Candice Tresch.

A estratégia da Administração Trump aposta numa maior atenção ao que chama de ameaças da China e da Rússia.

Fontes do Pentágono admitiram, sob anonimato, que essa redução do Comando dos Estados Unidos para África (Africom) afectará a luta contra o terrorismo na Somália, Djibuti e Líbia.

Altos oficiais, também sob anonimato, disseram à cadeia televisa CNN, que essa redução é uma “má notícia para África”, onde, nos últimos anos, regista-se um aumento de actos terroristas.

"Vamos realinhar os nossos recursos anti-terrorismo e as forças que operam na África nos próximos anos para manter uma postura competitiva em todo o mundo", reiterou, entretanto, a porta-voz do Pentágono, acrescentando que "o Pentágono e o Comando dos Estados Unidos para África continuam empenhados em garantir que a força continue focada na missão dedicada a ajudar os nossos parceiros africanos e internacionais".

A redução será feita nos próximos três anos e deverá afectar outros países como Quénia, Camarões e Mali, onde os militares americanos deixarão a assessoria táctica para prestarem “assessoria técnica, assistência e trocas de informação de inteligência".

O papel militar dos Estados Unidos no continente africano esteve no foco das atenções no ano passado após uma emboscada no Níger, realizada por uma afiliada do Estado Islâmico, ter morto quatro soldados.

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