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Estados Unidos impõem sanções a dirigentes do Uganda por minarem processo eleitoral


Antony Blinken, secretário de Estado americano

Secretário de Estado americano diz que o processo eleitoral de Janeiro "não foi livre nem justo”.

Os Estados Unidos impuseram restrições de visto a dirigentes do Uganda que consideram ter sido responsáveis ou cúmplices de minar o processo democrático na campanha e durante as eleições de 14 de janeiro

Num comunicado divulgado nesta sexta-feira, o secretário de Estado Antony Blinken disse que as ações do Governo de Uganda durante o recente processo eleitoral “minaram a democracia e o respeito pelos direitos humanos, com perseguição aos candidatos da oposição que eram presos sem acusação”.

As forças de segurança de Uganda, continua a nota, “foram responsáveis pelas mortes e ferimentos de dezenas de inocentes e apoiantes da oposição, bem como pela violência contra jornalistas antes, durante e depois das eleições”.

Organizações da sociedade civil e activistas que trabalham para apoiar instituições eleitorais e processos eleitorais transparentes “têm sido alvo de assédio, intimidação, prisão, deportação e acusações legais espúrias e negação de acesso às suas conta bancárias, de acordo com o secretário de Estado.

“O Governo limitou o credenciamento de observadores eleitorais internacionais e locais e da sociedade civil, mas aqueles que puderam observar o processo registaram irregularidades generalizadas antes, durante e depois da eleição, o que minou a sua credibilidade”, assegura a nota que considera que “o processo eleitoral não foi livre nem justo”.

“No entanto, continuamos a exortar a todas as partes a renunciarem à violência e respeitarem as liberdades de expressão, reunião e movimento”, acrescenta Antony Blinken, que exorta “o Governo do Uganda a melhorar significativamente a sua actuaçãoe responsabilizar os autores da ​ violência e intimidação”.

AAdministração Biden alerte, segundo a nota, que “vai continuar a avaliar acções adicionais contra cúmplices que minam a democracia e os direitos humanos em Uganda, bem como seus familiares imediatos”, mas reitera que “os Estados Unidos também enfatizam que apoiam fortemente o povo do Uganda e continuam comprometidos em trabalhar juntos para promover a democracia e a prosperidade mútua para dois países”.

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