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Estados Unidos formalizam acusação a um terceiro agente no atentado de Lockerbie, na Escócia


Memorial às vítimas do atentado contra a Pam Am, em Dryfesdale, perto de Lockerbie, Escócia

Abu Agela Masud é acusado de ter sido o autor da bomba utilizada no atentado que deixou 270 mortos

O procurador-geral da República (PGR) dos Estados Unidos, William Barr, anunciou nesta segunda-feira, 21, a formalização de acusações contra um novo suspeito de participar no atentado terrorista de 1988 contra o avião da Pan Am que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia.

A acusação contra Abu Agela Masud, ex-oficial da inteligência líbia e fabricante de bombas, acontece por ocasião do 32º aniversário do atentado que matou 270 pessoas e que continua a ser o pior ataque terrorista da história britânica e o segundo pior dos Estados Unidos, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

“A nossa mensagem aos demais terroristas ao redor do mundo é que não terão sucesso se atacarem americanos, não importa onde estejam, não importa quanto tempo leve, serão perseguidos até os confins da terra até que a justiça seja feita”, afirmou Barr uma conferência de imprensa no Departamento de Justiça.

As suspeitas em torno de Abu Agela Masud surgiram após ter sido detido no fim da queda do regime de Muhamar al-Khadafi, tendo sido interrogado por um polícia em setembro de 2012.

De acordo com o processo, Masud construiu a bomba que destruiu a aeronave Pan Am e trabalhou com os outros dois co-conspiradores para realizar o atentado.

A acusação alega que o atentado foi ordenado pela inteligência líbia e que, após o ataque, Kadafi "agradeceu a Masud pelo ataque bem-sucedido contra os Estados Unidos".

O atentado foi uma aparente retaliação aos ataques aéreos dos EUA contra a Líbia, ordenados pelo Presidente Ronald Reagan em resposta ao atentado de 1986 contra uma descotena em Berlim, na Alemanha, frequentada por militares americanos.

Masud estava supostamente envolvido no ataque à discoteca, que matou dois militares americanos e uma mulher turca, de acordo com a acusação.

Masud continua detido na Líbia, e o PGR esperar que as autoridades líbias o entreguem para ser julgado nos Estados Unidos.

William Barr, que deixa o Governo no dia 23, acrescentou que o caso "tem um significado especial" para ele porque era procurador-geral na administração do Presidente George H. W. Bush, em 1991, quando as autoridades dos Estados Unidos e da Escócia acusaram outros dois funcionários dos serviços de informação do então Governo de Muhamar al- Khadafi no ataque terrorista.

A Líbia inicialmente negou qualquer envolvimento no ataque, mas devido à pressão internacional concordou em 1999 em entregar os dois suspeitos à Holanda, onde foram julgados numa sessão especial de um tribunal escocês.

Um dos acusados, Abdel Baset Ali al-Megrahi, foi condenado e sentenciado à prisão perpétua em 2001, mas foi libertado por motivos humanitários em 2009 tendo morrido depois devido a um cancro.

O segundo acusado, Lamen Khalifa Fhimah, foi absolvido.

Em 2003, o regime de Kadafi aceitou a responsabilidade pelo ataque e mais tarde pagou 2,7 mil milhões de dólares às famílias das vítimas.

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