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Estados Unidos e Turquia acordam pausa na ofensiva de Ancara na Síria


Ambos lados clamam vitória

O Governo da Turquia concordou nesta quinta-feira, 16, em interromper a sua ofensiva na Síria por cinco dias para permitir que as forças curdas se retirem de uma “zona segura” que o Ancara tenta capturar, num acordo saudado pelos Estados Unidos, mas que líderes turcos consideraram como uma vitória completa.

A trégua foi anunciada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, após conversas em Ancara com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, e foi rapidamente saudada pelo presidente Donald Trump, que disse que salvaria “milhões de vidas”.

Apesar de inicialmente, Mike Pence ter falado em “cessar-fogo”,o ministrodas Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, classificou o acordo como uma pausa, apenas para permitir que os combatentes curdos se retirem.

Com esta decisao, a Turquia alcançará todos os objectivos principais que anunciou quando lançou o ataque, oito dias atrás: o controlo de uma faixa da Síria com mais de 30 quilómetros, com a milícia curda do YPG, ex-aliada dos Estados Unidos, obrigada a se retirar.

Uma autoridade turca disse à Reuters que a Turquia conseguiu “exactamente o que queríamos” nas negociações com os Estados Unidos.

Os combatentes curdos serão forçados a desistir das suas armas pesadas, e suas posições serão destruídas, disse o chefe da diplomacia turca Mevlut Cavusoglu, que se recusou a chamar o acordo de “cessar-fogo”, dizendo que cessar-fogo só pode ser acordado por lados legítimos, e não pelos curdos, que a Turquia considera terroristas.

Poe seu lado, o vice-presidente americano Mike Pence disse que os Estados Unidos já estavam em contacto com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, que concordaram em se retirar e já estavam se retirando.

O acordo firmado com Erdogan também prevê que a Turquia não se envolva em operações militares na cidade fronteiriça síria de Kobani, disse Pence, mas Cavusoglu declarou que a Turquia não assumiu compromissos sobre Kobani.

No terreno, a ofensiva turca criou uma nova crise humanitária na Síria com 200.000 civis em fuga, um alerta de segurança sobre milhares de combatentes do Estado Islâmico abandonados nas prisões curdas e um turbilhão político para Trump, que tem sido fortemente crticado por democratas e republicanis de ter abandonado os aliados na Guerra contra o Estado Islàmico.

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