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Estados Unidos e parceiros responsabilizam China por ataques cibernéticos ao redor do mundo


Presidente Joe Biden recebe amanhã relatório sobre actividade da agência de inteligência da China

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que vai receber um relatório detalhado na terça-feira, 20, sobre a pirataria cibernética promovida pela agência de inteligência civil da China contra empresas americanas.

“Eles ainda estão a determinar exactamente o que aconteceu. A investigação não terminou”, afirmou nesta segunda-feira,19, na Casa Branca em resposta à pergunta de um jornalista.

Joe Biden fez a observação depois de os Estados Unidos e outros países terem acusado publicamente o Ministério da Segurança do Estado da China de usar piratas cibernéticos para realizar operações de extorsão de empresas.

Entre essas actividades estão operações de ransomware (vírus malignos) contra empresas privadas que depois são forçadas a pagar milhões de dólares em resgate para recuperar o acesso aos seus dados, de acordo com autoridades americanas.

“Os Estados Unidos e países ao redor do mundo responsabilizam a República Popular da China (RPC) pelo seu comportamento irresponsável, perturbador e desestabilizador no ciberespaço, que representa uma grande ameaça à nossa segurança económica e nacional”, disse o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em comunicado divulgado hoje.

Os Estados Unidos, NATO, União Europeia, Reino Unido, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia responsabilizaram especificamente a China pelo ataque cibernético em Março que afectou dezenas de milhares de organizações através dos servidores Microsoft Exchange.

O alerta surge no momento em que se regista um ataque contra o programa de e-mail Outlook, da Microsoft Corp, que obrigou a Administração Biden a constituir uma equipa de trabalho para enfrentar o problema já amanhã.

Um alto funcionário do Governo americano, cujo não nome não foi revelado, disse a jornalistas em vídeoconferência no domingo, 18, que “os Estados Unidos expressaram as suas preocupações sobre este incidente e a actividade cibernética da China com altos funcionários do Governo de Pequim e deixou claro que essas acções ameaçam a competência de segurança e estabilidade no ciberespaço”.

O uso pela agência de inteligência civil da China de piratas foi "realmente revelador e surpreendente para nós", acrescentou a mesma fonte.

A China tem negado sistematicamente estar envolvida em tais actividades.

A Agência de Segurança Nacional, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura e a polícia de investigação FBI disseram num comunicado conjunto hoje que "notaram actividades cibernéticas patrocinadas pelo Estado chinês cada vez mais sofisticadas, visando interesses políticos, económicos, militares e educacionais dos EUA”.

Aquelas agências acrescentaram que “os piratas patrocinados pelo Estado chinês varrem consistentemente redes-alvo em busca de vulnerabilidades críticas” com recurso a “uma gama completa de tácticas e técnicas para explorar redes de computadores de interesse em todo o mundo e adquirir informação sensível”.

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