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Estados Unidos dizem-se desapontados com extradição de Manuel Chang para Moçambique


Embaixada americana urge Pretória a rever a sua decisão

A Embaixada dos Estados Unidos em Pretória disse ter recebido com “grande desapontamento na imprensa o anúncio do ministro da Justiça e Serviços Correccionais de que a República da África do Sul, apesar de ter recebido o nosso pedido formal de extradição antes do da República de Moçambique, decidiu extraditar o antigo ministro das Finanças Manuel Chang para Moçambique".

Na nota colocada no seu site nesta quarta-feira, 21, a representação diplomática de Washington urge “o Governo da África do Sul a enviar o Sr. Chang para os Estados Unidos para ser julgado por seus supostos crimes, que vitimizaram os cidadãos americanos e roubaram o Governo de Moçambique em mais 700 milhões dólares.

Manuel Chang é acusado pela justiça americana de lavagem de capitais, fraude bancária e suborno no chamado caso “dívidas ocultas” que lesou o Estado moçambicano em dois mil milhões de dólares.

Enquanto a Procuradoria Geral da República de Moçambique deteve já 18 pessoas, a justiça americana pediu a prisão de Chang e a sua extradição, bem como de três antigos directores do Crédit Suisse, em Londres.

Um deles, a búlgara Detelina Subeva, declarou-se culpada, na segunda-feira, 20, no Tribunal Distrital de Brooklyn em Nova Iorque, num esquema de suborno ao ter recebido, em 2013, uma transferência de 200 mil dólares do seu chefe Andrew Pearse, provenientes da Privinvest, uma empresa de Abu Dhabi, que seria fornecedora de equipamento naval para os projectos moçambicanos.

O empresário Jean Boustani, que serviu de intermediário por parte da empresa Privinvest, encontra-se detido à espera de julgamento em Nova Iorque.

A decisão de extraditar Manuel Chang para Moçambique foi tomada na terça-feira, 21.

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