Links de Acesso

Estados Unidos abandonam acordo nuclear com o Irão


Donald Trump fez o anúncio na Casa Branca

Donald Trump anuncioua a sua decisão já criticada por aliados

O Presidente americano Donald Trump anunciou nesta terça-feira,8, a sua decisão de abandonar o acordo nuclear assinado com o Irão em 2015 e de retomar as sanções contra o Terrão.

Ao defender a sua posição, Trump afirmou que "o Irão é o principal estado patrocinador do terrorismo" e que nenhuma acção desse país foi mais perigosa do que a sua procura por armas nucleares.

O acordo, negociado pelo antecessor de Trump, Barack Obama, levou o Irão a comprometer-se a limitar as suas actividades nucleares em troca do levantamento das sanções internacionais.

O Presidente americano afirmou que o acordo de 2015 deveria proteger os Estados UNidos e seus aliados, mas permitiu que o Irão continuasse a enriquecer urânio.

Segundo ele, o país estaria próximo de obter armas nucleares e lançar uma corrida armamentista no Médio Oriente, com outras nações querendo seguir o seu exemplo.

O Presidente confirmou ainda que vai reinstalar as sanções "do mais alto nível" sobre o Irão e disse que outros países também poderão ser sancionados.

Ele não descartou, porém, um novo acordo com o Irão, afirmando que pretende encontrar uma solução "real e duradoura" à ameaça nuclear e afirmou que Teerão irá querer um novo acordo.

Hassan Rouhani
Hassan Rouhani

Reacções

Numa primeira reacção, de acordo com a Reuters, a televisão estatal iraniana afirmou que a decisão de Trump é “ilegal, ilegítima e enfraquece acordos internacionai”.

O presidente iraniano Hassan Rouhani já havia dito no domingo, 6,que a saída americana do acordo faria com que os Estados Unidos tivessem um "arrependimento histórico".

Emmanuel Macron
Emmanuel Macron

Minutos após o discurso de Trump na Casa Branca, o Presidente francês Emmanuel Macron, lamentou a decisão num post no Twitter.

"A França, a Alemanha e o Reino Unido lamentam a decisão dos Estados Unidos de deixar o JCPOA. O regime de não proliferação nuclear está em jogo", escreveu Macron, garantindo que com os aliados vai trabalhar “colectivamente numa estrutura mais ampla, abrangendo a actividade nuclear, o período pós-2025, a actividade balística e a estabilidade no Médio Oriente, notadamente a Síria, o Iêmen e o Iraque".

Por seu turno, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou que seu país aprecia muito a decisão de Trump, que classificou como "corajosa e correcta".

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG